O risco de transmissão da doença reforça a necessidade de vacinar cães e gatos.
Foto: Tainá Cavalcante/ Prefeitura de Fortaleza.
Em Fortaleza, 11 morcegos testaram positivo para raiva entre janeiro e maio deste ano, evidenciando o risco de transmissão da doença e a necessidade de prevenção por meio da vacinação de cães e gatos.
Os animais foram localizados nos bairros Serrinha, Raquel de Queiroz, Vila União, Itaoca, Antônio Bezerra, Bom Jardim, Coaçu, Parque Dois Irmãos e Parque Manibura.
Os materiais com resultado positivo para o vírus da raiva permanecem em análise laboratorial para a caracterização das variantes virais. Desde 2003, Fortaleza não registra casos de raiva humana.
Mesmo diante da ausência de ocorrências da doença em pessoas há mais de duas décadas, a circulação do vírus em animais silvestres reforça a necessidade de medidas preventivas e vigilância constante.
ALERTA SANITÁRIO
Considerada uma doença grave e quase sempre fatal, a raiva pode ser transmitida aos seres humanos. O coordenador de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Josete Malheiro Tavares, ressalta que a vacinação continua sendo a principal forma de proteção para os animais e a população.
“A vacinação de cães e gatos é fundamental para impedir a circulação da doença no ciclo urbano e proteger toda a população. Mesmo sem casos humanos há mais de duas décadas, a presença do vírus em morcegos exige vigilância permanente e responsabilidade coletiva”, destaca Josete Tavares.
Inforgráfia: Ascom SMS
PREVENÇÃO
A recomendação das autoridades de saúde é evitar qualquer contato com morcegos ou outros animais silvestres, principalmente quando forem encontrados caídos no chão, voando durante o dia ou apresentando comportamento incomum.
Em situações de contato, mordida ou arranhão, a procura imediata por atendimento em uma unidade de saúde é indispensável para a avaliação e adoção das medidas necessárias.
Infografia: Ascom SMS
Cães e gatos que tenham tido contato com esses animais também precisam passar por avaliação de um médico-veterinário e receber acompanhamento das unidades de Vigilância em Zoonoses (UVZs).
Além do monitoramento e das investigações epidemiológicas, agentes intensificam ações educativas, visitas domiciliares e orientações voltadas à prevenção da raiva junto à população.
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