Uma nova tecnologia para o combate ao Aedes aegypti está sendo implementada em Fortaleza: as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs). Os dispositivos funcionam como armadilhas para controlar a circulação do vetor que transmite a dengue, zika e chikungunya. São 11.740 instalações, no total.
Como funciona?
A tecnologia atua na alteração do ciclo de vida do mosquito, reduzindo a infestação. As EDLs consistem em potes plásticos com água, para atrair o mosquito, recobertos com tecido preto com larvicida.
Assim, quando a fêmea pousa na superfície da estação, partículas do produto aderem às pernas e ao corpo, fazendo com que ela dissemine o larvicida ao voar e pousar em diferentes locais para depositar seus ovos.
“A implantação das EDLs é mais uma estratégia inserida no Plano de Sazonalidade, fortalecendo o enfrentamento das arboviroses e ampliando a proteção da população de Fortaleza”, pontua a secretária municipal da Saúde, Riane Azevedo.
As primeiras instalações das EDLs estão ocorrendo em Pontos Estratégicos (PEs), que são locais com maior potencial de criadouros do mosquito, como sucatas, oficinas, borracharias, canteiros de obras e imóveis com grande circulação, detalha o coordenador de Vigilância em Saúde, Josete Malheiro.
“A EDL é uma tecnologia estratégica que atua diretamente nos focos do mosquito, especialmente em áreas críticas. Com essa ferramenta, conseguimos ampliar o alcance das ações e tornar o controle mais eficiente”, afirma.
A instalação das EDLs é realizada exclusivamente pelos Agentes de Combate às Endemias (ACEs), que também são responsáveis pelo monitoramento e manutenção dos dispositivos junto às comunidades. A iniciativa em Fortaleza é fruto de uma parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz.
Balanço
Dados de janeiro até o dia 28 de abril deste ano apontam que houve uma redução nos casos de arboviroses, em Fortaleza. A dengue saiu de 2.151 notificações no mesmo período de 2025 para 1.175, neste ano. As confirmações, de 108 para 44, sem registro de óbitos nos dois anos.
A chikungunya também apresentou redução, passando de 144 para 87 notificações e de 11 para 4 casos confirmados, sem óbitos. Já a zika não apresentou confirmações de casos e nem óbitos no mesmo período.
