O prefeito Evandro Leitão (PT) e a secretária municipal da Saúde, Riane Azevedo, apresentaram nesta segunda-feira (23) o Plano para Atendimento na Sazonalidade 2026. A iniciativa reúne estratégias para ampliar a assistência médica durante o período chuvoso.
Entre as medidas anunciadas estão novos locais de atendimento, mais leitos em hospital infantil, reforço na vacinação e ações contra arboviroses. A apresentação ocorreu no auditório do Paço Municipal, em Fortaleza.
Informações detalhadas sobre o plano foram divulgadas pelo prefeito, incluindo a abertura de postos de saúde aos fins de semana até o fim da quadra chuvosa e a implantação das Upinhas, estruturas pediátricas de apoio para reduzir a demanda hospitalar.
“Após o Carnaval, as síndromes respiratórias aumentaram exponencialmente e, para enfrentá-las, vamos ampliar nossa estrutura. Iremos abrir, durante este período, até 20 postos de saúde aos fins de semana. Além disso, também haverá três Upinhas, contando com uma unidade de transporte”, afirmou Evandro Leitão.
AÇÕES
Outras iniciativas já executadas pela gestão desde o ano passado também foram citadas, como reformas em unidades, convocação de profissionais, mutirões cirúrgicos e redução das filas de exames. De acordo com Evandro Leitão, o novo plano complementa a reestruturação da rede municipal.
“Ano passado, chamamos quase mil novos profissionais para a rede e iniciamos a reforma de todos os postos. Também realizamos a reestruturação do IJF e da Santa Casa, que estava com pouquíssimos leitos quando assumimos a gestão. Na Santa Casa, também entregamos o Centro de Imagem e o Centro de Hemodiálise. Além disso, só em janeiro realizamos mais de 500 cirurgias”, ressaltou Evandro Leitão.
ESTRUTURA
Detalhes sobre o funcionamento das Upinhas foram apresentados pela secretária Rianee Azevedo, que explicou os tipos de atendimento previstos nas unidades pediátricas. A proposta inclui suporte para casos de urgência e encaminhamento rápido aos hospitais.
“Elas serão unidades de emergência voltadas às crianças. A ideia é que contem com sala vermelha, especializada para atendimentos de emergência crítica, como insuficiência respiratória aguda grave, por exemplo. Terão médicos pediatras, enfermeiros e técnicos de enfermagem para o atendimento, além de transporte direto para os hospitais”, explicou.
O plano integra o eixo Fortaleza Inclusiva, dentro do programa Saúde que Cuida, e também faz parte do FORtaleCE, conjunto de ações da Prefeitura de Fortaleza em parceria com o Governo do Ceará. Em 2025, mais de 253 mil atendimentos infantis foram realizados no período sazonal, enquanto cerca de 30 mil já ocorreram em 2026.
A abertura de postos aos fins de semana poderá chegar a 20 unidades funcionando simultaneamente, com divulgação semanal da lista. O plano também prevê monitoramento em tempo real para reposição de insumos usados no tratamento de doenças respiratórias.
PREVENÇÃO
As três Upinhas serão instaladas próximas a hospitais infantis estratégicos: nas imediações do Sopai Hospital Infantil Filantrópico, do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias) e do Hospital Infantil de Fortaleza Doutora Lúcia de Fátima Ribeiro Guimarães Sá. A primeira unidade deve começar a funcionar em março, no bairro Carlito Pamplona.

Transporte exclusivo para crianças e responsáveis também fará parte da estrutura, com deslocamento direto para hospitais conforme a necessidade. Como retaguarda, foram garantidos 170 leitos no Sopai, sendo 20 de UTI, além do reforço de um pediatra em cada UPA da Capital.
A vacinação contra influenza A ocorrerá de forma descentralizada, em shoppings, postos e instituições públicas, repetindo a estratégia de 2025, quando mais de 770 mil doses foram aplicadas. A campanha depende da chegada das vacinas deste ano.
A imunização contra a dengue começou nesta segunda-feira, inicialmente para profissionais da saúde e pessoas acima de 40 anos. A gestão municipal também fará busca ativa de gestantes para vacinação contra bronquiolite, com meta de 7 mil imunizações.
O enfrentamento às arboviroses inclui reforço no combate ao mosquito Aedes aegypti em áreas críticas. Atualmente, o bairro Parreão é considerado o local de maior risco, com intensificação das ações de vigilância e controle.
