O Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza) notificou o Aeroporto Internacional de Fortaleza a explicar sobre a retirada de bancos e cadeiras que eram usadas no descanso dos usuários na área de desembarque.
A Fraport Brasil S.A., empresa administradora do aeroporto, vai ter cinco dias para responder aos questionamentos. O Opinião CE demandou a companhia. O espaço segue aberto para manifestação.
Na notificação, o Procon pede esclarecimentos acerca de cinco pontos:
- Esclarecimentos detalhados acerca da retirada das cadeiras das áreas comuns de desembarque;
- Justificativa técnica para a redução dos assentos, especialmente quanto à compatibilidade da medida com os direitos dos consumidores;
- Informação sobre a quantidade atual de assentos disponíveis na área de desembarque e critérios adotados para sua distribuição;
- Providências adotadas ou previstas para garantir conforto mínimo e acessibilidade aos consumidores, inclusive em horários de maior contingente de pessoas.
O presidente do Procon Fortaleza, Wellington Sabóia (Podemos), frisou que a dignidade dos passageiros está incluída no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
“A legislação assegura que os fornecedores de serviços públicos, inclusive concessionárias, como é o caso da Fraport, têm o dever de fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e contínuos, respondendo por falhas na prestação”, disse.
A notificação ocorreu após denúncias de cansaço e de falta de espaço adequado na área de desembarque.
Ainda conforme Sabóia, nas áreas internas de embarque, a empresa possui um número de cadeiras “bem superior à área do desembarque”.
De acordo com o órgão, idosos, gestantes, pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida e acompanhantes são os mais impactados pela decisão da concessionária.
