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Após demolição, Evandro promete construção de nova sede do Instituto Cai Cai Balão

Na última terça-feira (26), a sede da entidade foi demolida durante ação da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis); conforme Evandro, o órgão seguia recomendações do Ministério Público
A instituição é responsável pela quadrilha Cai Cai Balão, além do Bloco Pirambulando, do Maracatu Nação Pirambu, bem como de outras ações do bairro. Foto: Reprodução/ Redes Sociais.

Na última terça-feira (26), a sede do Instituto Cai Cai Balão foi demolida durante ação da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis). Após repercussão do caso, especialmente nas redes sociais de entidades e moradores, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), anunciou, nesta quarta-feira (27), que está em diálogo para a construção de um novo espaço.

A instituição é responsável pela quadrilha Cai Cai Balão, além do Bloco Pirambulando, do Maracatu Nação Pirambu, bem como de outras ações do bairro.

Conforme o chefe do Executivo municipal, em nota nas redes sociais, a Agefis cumpriu recomendação do Ministério Público e Superintendência do Patrimônio da União para a retirada de estruturas irregulares na área de marinha.

“Estamos articulando alternativas para as pessoas e entidades afetadas neste primeiro momento, dentro do planejamento de ordenamento da orla da região. No caso do instituto Cai, Cai, Balão, já determinei um grupo de trabalho com a Secretaria de Cultura e Regional 1 para acompanhar o caso e a busca por terreno que seja cedido para as atividades do grupo”, informou.

Ainda segundo o gestor, têm sido feito esforços para reordenar toda a faixa litorânea, entre a Vila do Mar e a Sabiaguaba.

No entanto, em nota postada nas redes sociais, o Instituto Cai Cai Balão afirmou não ter havido qualquer diálogo prévio com a população e com a instituição. 

“Esse ato representa não apenas a destruição de um espaço físico, mas também o desrespeito à infância, à memória cultural e à comunidade que mantém viva a tradição junina”, publicou a entidade em nota, junto de outras organizações, como a quadrilha Junina Babaçu.

Conforme o Instituto, o que aconteceu foi “inadmissível”, e exigiu diálogos para a construção de uma nova sede. Já segundo Evandro, estão sendo articuladas alternativas para as pessoas e entidades afetadas no primeiro momento das ações de fiscalização, com base no planejamento de ordenamento da orla da região.