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Secretário da Saúde de Fortaleza diz que ação da PCCE na SMS é resultado de auditoria interna

O gestor fez salientou que as possíveis irregularidades começaram a ser auditadas no ano passado. Em seguida, o secretário acionou a Polícia Civil
Fachada da Secretaria Municipal de Fortaleza. Foto: Natinho Rodrigues

O secretário da Saúde de Fortaleza, Galeno Taumaturgo, afirmou que a operação deflagrada pela Polícia Civil (PCCE) nesta quinta-feira (29) na Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) é resultado de uma auditoria interna realizada pela própria pasta. Conforme ele, a iniciativa foi realizida após a identificação de possíveis irregularidades. “É importante salientar que essa é uma demanda da Secretaria, desde o ano passado. Nós temos dado todas as condições para que a Polícia faça o seu trabalho, chegue aos verdadeiros responsáveis por esses atos. Não compactuamos com qualquer tipo de ilicitude. Que os responsáveis sejam identificados e punidos com o que a lei determina com o crime cometido“, disse o secretário.

A operação policial desta quinta resultou na prisão de uma mulher de 52 anos, no bairro João XXIII; de um homem de 55, no Montese; e de um conselheiro tutelar, de 41 anos, na Parquelândia. As investigações dos inspetores da PCCE indicam ainda a participação de um candidato a vereador na Capital, que está foragido.

A INVESTIGAÇÃO

Na manhã desta quinta, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva pelos crimes de organização criminosa, peculato digital (inserção de dados falsos), corrupção ativa e corrupção passiva contra os suspeitos. Eles são investigados por agendar procedimentos cirúrgicos, consultas, exames e outros procedimentos clínicos a partir de perfis falsos.

A operação, deflagrada pela Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) do Departamento de Recuperação de Ativos (DRA), contou com o apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP). No decorrer das diligências, os policiais civis constataram que profissionais do setor de Tecnologia da Informação (TI) descobriram o esquema criminoso e passaram a ser ameaçados de morte pelos suspeitos. Foram configurados delitos de inserção de dados falsos, corrupção ativa e corrupção passiva. A Polícia Civil representou e o Poder Judiciário deferiu a expedição de mandados de prisão preventiva e afastamento do sigilo de dados telemáticos e extração de informações em celulares. Os policiais civis apreenderam aparelhos celulares e documentos, que subsidiarão as investigações que seguem em andamento pela Decor.