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Prefeitura reafirma validade de relatório sobre supostas ligações clandestinas da Cagece

Cagece garante que não é responsável por nenhuma das ligações clandestinas detectadas. Seuma diz que mais de 580 toneladas de resíduos foram retiradas
Foto: Natinho Rodrigues

Após as declarações de Neuri de Freitas, presidente da Cagece, de que as vistorias feitas pelo corpo técnico da companhia e pela empresa Ceará Ambiental constataram que as ligações encontradas na rede de drenagem da Cidade não seriam de responsabilidade da Cagece, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), enviou nota ao OPINIÃO CE reafirmando a veracidade do conteúdo do relatório técnico de vídeo inspeção das galerias pluviais da Bacia da Vertente Marítima de Fortaleza, que foi divulgado no dia 5 de novembro.

“O documento aponta, pelo menos, 22 ligações indevidas da Cagece à rede de drenagem nas áreas da Praia de Iracema, Poço da Draga e Riacho Maceió, no Papicu. O documento é resultado do projeto de vídeo inspeção realizado pela Seuma, que já percorreu mais de 140 quilômetros de galerias de drenagem com o objetivo de identificar obstruções e ligações indevidas na rede de drenagem e identificou, ao todo, mais de 300 ligações clandestinas”, diz trecho da nota enviada pela Seuma.

O presidente da Cagece lembrou que, dos 22 pontos encontrados, os relacionados a esgotos eram da companhia que antecedeu à Cagece. As instalações datariam de 1942 e estavam inativas há décadas. As mesmas, no entanto foram lacradas, apesar de ter sido constatado que nada havia nas tubulações que fossem jogado na rede de drenagem do Município. A Seuma, entretanto, afirma que mais de 580 toneladas de resíduos que obstruíam a rede de drenagem foram retiradas por meio desse trabalho. Esse material, segundo a secretaria municipal, é decorrente de ligações clandestinas de esgoto.

Neuri de Freitas destacou, na última segunda-feira (4), que se alguma ligação clandestina de esgoto tivesse sido encontrada, a mesma seria vedada e ligada à rede da Cagece, para que o responsável pela irregularidade  pagasse a multa devida e, em seguida, passasse obrigatoriamente a pagar a tarifa de esgoto, valor que é cobrado junto à conta de água.