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Intérpretes de Libras levam inclusão ao Carnaval de Fortaleza: ‘dançar no ritmo da música’

Os intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) se dividem entre Aterrinho da Praia de Iracema e Avenida Domingo Olímpio, polos da folia na Capital
José Bezerra é um dos quatro intérpretes de Libras nos polos da festa em Fortaleza. Foto: Prefeitura de Fortaleza

A folia carnavalesca em Fortaleza neste ano ganhou uma presença que não passa despercebida, principalmente quando falamos de inclusão e acessibilidade. Os intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) se dividem entre Aterrinho da Praia de Iracema e Avenida Domingo Olímpio, polos da folia na Capital que contam com esses serviços de acessibilidade, tanto nas transmissões online como para quem está curtindo nos espaços da festa.

José Bezerra, um dos intérpretes do evento promovido pela Prefeitura de Fortaleza, destaca estar feliz com a iniciativa, principalmente porque as pessoas acreditam que os surdos não gostam de Carnaval. Segundo ele, no entanto, grande parcela desse público ama a festa tanto quanto qualquer folião ouvinte.

Sobre a preparação para esses dias, José Bezerra frisa que a cada duas músicas há um revezamento entre os intérpretes que atuam na festa. Para isso, eles estudam o repertório antes do evento. “A Língua Brasileira de Sinais é muito ampla, então, além das mãos e das expressões faciais, também tem a postura corporal. Temos que dançar no ritmo da música, além da sincronia da tradução. É muito bom ver o pessoal se emocionar através do intérprete e da beleza do espetáculo de forma geral”.

Foto: Prefeitura de Fortaleza

Inclusão

O Ciclo Carnavalesco deste ano em Fortaleza conta, no Aterro da Praia de Iracema, com uma área de 32 m², exclusiva para pessoas com deficiência curtirem a festa, com rampas e banheiros acessíveis. Na Avenida Domingo Olímpio, uma área reservada de 24 m² facilita a diversão desse público com seus acompanhantes.

O coordenador especial de pessoas com deficiência da Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (Copedef/SDHDS), Emerson Damasceno, destaca que as ações de inclusão e acessibilidade no Carnaval deste ano fazem com que o público não seja mais invisibilizado e, ao perceberem que seus direitos estão sendo cumpridos, passem a frequentar mais esses espaços, quebrando mais barreiras”.