O Censo 2022 entra em seu último mês de entrevistas por todo o Brasil. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizador o levantamento, no terceiro balanço da coleta do Censo Demográfico 2022, até o início do mês passado, foram recenseadas 6.332.638 pessoas em 2.153.860 domicílios no Ceará. Essa quantidade corresponde, até o momento, a 68,53% do total de residentes no Estado.
Do total de pessoas recenseadas, 3.272.815 são mulheres (51,7%) e 3.059.823 são homens (48,3%). Um montante de 16.758 setores censitários já foram trabalhados, tanto em áreas urbanas quanto em rurais. Essa parcela representa 84,5% do total, que são 19.810 setores espalhados pelo Ceará. Conforme o instituto, o quantitativo supera a média nacional de andamento da coleta (78,92%) e coloca o Ceará como o nono do país em percentual de setores trabalhados, os quais são aqueles considerados “em andamento”, “realizado”, “paralisado”, “reaberto”, “supervisionado”, “liberado para pagamento” e “pago.”
Francisco Lopes, superintendente do IBGE, explica ao OPINIÃO CE que a fase final da coleta dos dados é mais complicada para os recenseadores, visto que as áreas que restam nesse período são zonas rurais, que geralmente possuem difícil acesso. Contudo, o gestor afirma que a cobertura está dentro dos prazos pré estabelecidos. “Esperamos que, até dia 23 de dezembro, a coleta seja concluída em municípios de até 170 mil habitantes. Os prazos de coletas são de acordo com os setores que serão recenseados. Então, é normal que agora na reta final o processo ocorra de forma mais lenta.”
Em relação aos povos e às comunidades tradicionais, 33.243 indígenas e 18.697 quilombolas foram contados no Estado. Em relação aos quilombolas, apesar de parcial, o número é inédito em território cearense, visto que esta é a primeira vez que a contagem dessas pessoas está sendo feita.
Quanto ao tipo de questionário elucidado, 89% dos domicílios (1.920.723) responderam ao questionário básico e 11% (237.339) ao ampliado. A maioria dos questionários (99,7%) foi respondida de forma presencial (2.147.801). Um todos de 2.797 domicílios optaram por responder pela internet e 3.262 pelo telefone. Aproximadamente 2,31% dos domicílios do Ceará registraram recusas ao Censo, taxa que é menor que a da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral (PNADC/T), estudo domiciliar regular do IBGE, cuja recusa para o 2º trimestre de 2022 foi de 3,79% no Estado.
Em 5,45% dos domicílios cearenses foram recenseados os moradores estavam ausentes. Lopes explica que, até o final da operação censitária, esse número deve diminuir, juntamente à quantidade de recusas.
“A taxa de recusa do Ceará está semelhante à de outros estados brasileiros. Agora, estamos trabalhando para sensibilizar as pessoas a fornecerem os dados. Em relação à taxa de ausentes, a tendência é diminuir já que o recenseador volta no mínimo quatro vezes ao domicílio em horários e dias distintos e depois disso os supervisores vão a esses locais. Estamos montando agora uma força tarefa para retornarmos a essas casas onde houveram ausências para conseguirmos entrevistas com essas pessoas.”
Na próxima terça-feira, 6, o quarto balanço da coleta do Censo 2022 será divulgado pelo instituto. O superintende afirma que, até o momento da produção deste conteúdo, ontem (1º), 80% da população cearense foi recenseada, dado que será confirmado no próximo balanço.
