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Secretária de Urbanismo diz que pasta tem ações para melhorar a caminhabilidade na Capital

Declarações foram realizadas por ocasião do lançamento de projeto municipal em alusão ao Dia da Árvore, nesta quarta, mesmo dia em que Fortaleza recebeu mais um CEI
Foto: Marlone Melo

A Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) estuda ações voltadas à melhoria de calçadas de Fortaleza e ao sombreamento, ambos focados na caminhabilidade da população. Titular da pasta, Luciana Lobo afirmou ao OPINIÃO CE que há em desenvolvimento atividades para ambos os aspectos e ao Meio Ambiente na Capital.

Questionada sobre os problemas nas calçadas do Centro, que dificultam a mobilidade de pessoas no bairro, sobretudo as com mobilidade reduzida, a secretária diz que existem ações para corrigi-los. “Nós temos um Plano Municipal de Caminhabilidade que está em andamento. No Centro, temos propostas específicas para as calçadas, como o Rotas Acessíveis, que está em desenvolvimento, e prevê adaptar um percurso urbano visando a implantação de todos dos conceitos da caminhabilidade.”

Conforme a Seuma, o Plano de Caminhabilidade incentiva os deslocamentos de pedestres e pessoas com mobilidade reduzida, ordenando as calçadas e espaços públicos.A iniciativa também traz um conjunto de diretrizes e recomendações de como o cidadão e o Poder Público devem construir e manter as calçadas. “A legislação urbanística de Fortaleza também já trata de todas as responsabilidades que recaem sobre o proprietário do imóvel assim como o poder público. Irregularidades em calçadas, por exemplo, devem ser denunciadas à Agefis [Agência de Fiscalização de Fortaleza].”

Acerca da falta de sombreamento, Luciana afirma que a Seuma realiza o plantio de árvores pela Cidade, contribuindo para a melhoria do sombreamento. “O Plano de Arborização, por exemplo, desenvolve projetos importantes, como o Árvore na Minha Calçada, que incentiva os moradores a solicitarem espécies arbóreas, além da doação de mudas em maternidades, com o projeto Uma Criança, Uma Árvore, e a entrega de plantas em eventos.”

A secretária cita a parceria da Urbfor e Seinf no plantio de árvores na Capital. As declarações foram dadas nesta quarta-feira, 21, no evento de lançamento do projeto Sementinha, que objetiva trabalhar a educação ambiental nas creches e escolas municipais.

O prefeito José Sarto e a secretária estiveram presentes para falar da iniciativa, anunciada em celebração ao Dia da Árvore, comemorado na mesma data. Os gestores explicaram que a meta do projeto é fazer com que todas as escolas da Rede Municipal de Ensino tenham duas mudas de árvores frutíferas nos seus espaços. A escolha por árvores que dêem frutos tem como objetivo promover também a alimentação saudável nas escolas para as crianças. Além do lançamento do projeto, houve a entrega do Centro de Educação Infantil (CEI) Pedro Ferreira Mesquita, localizado no Residencial Luiz Gonzaga, no bairro Jangurussu.

1,9 KM DE EXTENSÃO DE CICLOFAIXA

Está prevista para esta quinta-feira, 22, Dia Mundial Sem Carro, a conclusão de 1,9 km de extensão de ciclofaixa na avenida Lineu Machado, conectando os bairros Jóquei Clube, Henrique Jorge e João XXIII. Após a implantação, os trabalhos serão executados na Av. D, no bairro José Walter.

Em relatório divulgado nesta quarta, a gestão aponta que a rede cicloviária de Fortaleza soma atualmente 413,7 km de ciclofaixas, ciclovias, ciclorrotas ou passeios compartilhados distribuídos por todas as regionais da cidade, o que representa um aumento de 503% quando comparado ao ano de 2012, quando se contabilizava 68,6 km. Segundo dados da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), mais de 78% das infraestruturas cicloviárias existentes na Capital estão situadas em áreas periféricas com IDH baixo e muito baixo.

“A maior parte da nossa rede se concentra em bairros pobres onde a bicicleta costuma ser mais utilizada, seja para trabalho, estudo ou lazer”, explica o coordenador de Gestão Cicloviária do órgão, Gustavo Pinheiro. Os critérios analisados de implantação da malha cicloviária são analisados os índices de acidentalidade, o volume de ciclistas, veículos e pedestres, além da capacidade e estrutura da via.

De acordo com o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil), Fortaleza é a capital brasileira onde as pessoas vivem mais próximas à infraestrutura cicloviária, com mais de 51% dos habitantes morando a menos de 300 metros de alguma ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota ou passeio compartilhado.

À medida que a malha cicloviária cresce, os óbitos envolvendo ciclistas diminuem: nos últimos dez anos, a Cidade registrou uma redução de 61,5% no quantitativo de mortes. Em 2011, foram 39 óbitos. No ano passado 15 usuários de bicicleta tiveram a vida perdida. A queda é reflexo de um conjunto de fatores, dentre os quais se destaca o avanço na infraestrutura cicloviária.

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