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Carnaval chega com Fortaleza em queda da 3ª onda de covid-19

Mesmo com números apontando redução da pandemia na Capital, folia ainda acende alerta sobre cuidados, que devem ser...

Mesmo com números apontando redução da pandemia na Capital, folia ainda acende alerta sobre cuidados, que devem ser mantidos

Ingrid Campos
ingrid.campos@opiniaoce.com.br

Boletim foi divulgado pela SMS no início da semana que se encerra neste sábado, 26 (Foto: Natinho Rodrigues)

Na semana anterior ao Carnaval, boletim epidemiológico firmou tendência significativa de queda da terceira onda de covid-19 na Capital. De acordo com dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) na última terça-feira, 22, a “nova estabilidade da curva” se expressa na média móvel de casos que, atualmente, é de 48,6, número 70 vezes menor que o registrado em 19 de janeiro, 3.424, quando a Cidade alcançou o pico de transmissão.

Duas semanas depois, em 5 de fevereiro, essa média móvel já era de 469,9 casos, indicando queda “consistente e rápida”, como afirmou a SMS, nos índices da pandemia na capital cearense. Mesmo com esse ciclo epidêmico “próximo do fim” após “um aumento explosivo, característico das regiões onde a ômicron se estabeleceu”, o Carnaval deve ser um período de cuidados.

Isto porque os aumentos nos números da doença desde o início da pandemia tiveram relação, entre outros fatores, com festividades de datas comemorativas, como o Natal e o Ano Novo. Para tentar barrar uma piora no cenário epidemiológico, o Ceará cancelou toda a programação pública de Carnaval, mantendo apenas eventos privados, mas com limite de público de 500 pessoas em locais abertos e com exigência de passaporte sanitário.

A determinação foi feita em decreto estadual que vale para todos os municípios cearenses. A mesma medida adotaram mais de 500 cidades Brasil afora, segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM). Outras mais de mil proibiram as festas públicas e privadas. Mesmo com o alerta sobre a pandemia mantido, o cenário da crise epidemiológica é menos grave que o observado nos anos anteriores.

O padrão de mortalidade em Fortaleza no começo de 2022, no pico da terceira onda, mostra isso. “Entre 14 e 20 de fevereiro, a média móvel estimada foi de 2,7. Este valor é, preliminarmente, menor do que o registrado duas semanas atrás (queda de 80% da média também reflete retardo das notificações recentes).

O pico da média móvel de óbitos, ainda passível de revisão, ocorreu no dia 23 de janeiro (22,1 mortes)”, informou o boletim, completando que a tendência atual é de declínio do número de óbitos a cada 24 horas. A secretaria ainda mostrou que a variante ômicron causou casos graves, sim, mas principalmente, em não vacinados e em idosos com comorbidades e sem a dose de reforço.

O aumento da mortalidade, no entanto, foi interrompido. A restrição cada vez maior de públicos vulneráveis à Covid-19 deve-se ao aumento da cobertura vacinal a nível nacional e municipal. Em todo o País, há mais de 84% da população acima de 12 anos imunizada com as duas doses ou dose única da vacina. Já em Fortaleza, mais de 90% têm o esquema de imunização completo.

“Até a última quarta-feira, 23, foram aplicadas 5.212.696 doses de vacinas contra a Covid-19, sendo 2.323.485 de primeira dose, 2.032.198 de segunda dose e 857.013 de terceira dose. Do total de primeiras doses, 117.918 foram aplicadas em crianças de 5 a 11 anos”, informou a Prefeitura.

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