Com quase metade da população vivendo em áreas de risco, Fortaleza apresentou, na COP30, em Belém (PA), a urgência de políticas públicas voltadas à adaptação climática e à inclusão social. A capital cearense integra o grupo de cidades brasileiras que discutem soluções locais para os efeitos das mudanças climáticas, com destaque para o enfrentamento de desigualdades urbanas e ambientais.
Segundo ela, 42% da população de Fortaleza vive em locais assentamentos precários. “É pra essas pessoas que a gente precisa trabalhar”, destacou Dalila Menezes, gerente de Planejamento do Ipplan, durante participação nos debates da conferência nesta terça-feira (11).
Segundo ela, o desafio é fazer com que o planejamento urbano e as políticas de mitigação do clima estejam conectados à realidade das comunidades mais afetadas por alagamentos, calor extremo e falta de infraestrutura.
Para o secretário de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza, João Vicente, o momento é estratégico para que as cidades brasileiras assumam protagonismo nas soluções climáticas.
“Adaptação e mitigação climática são dois dos pontos mais importantes da COP30, em um momento em que o Brasil abre as portas para o mundo para encontrarmos soluções concretas. Fortaleza, como outras capitais, tem os mesmos problemas climáticos”, afirmou.
O debate sobre justiça climática e desenvolvimento sustentável também reuniu experiências de outras capitais. A secretária de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro, Tainá de Paula, reforçou que a agenda ambiental precisa caminhar junto com políticas de combate à desigualdade. “Não existe solução climática sem pensarmos em desenvolvimento social”, pontuou.
Com a presença de gestores, pesquisadores e representantes da sociedade civil, a participação de Fortaleza na COP30 evidencia o compromisso da cidade com a construção de políticas integradas de adaptação, combinando planejamento urbano, inclusão social e resiliência climática.
Ações
Durante sua participação, o prefeito Evandro Leitão (PT) anunciou que Fortaleza assinará o Pacto pelas Cidades Verdes e Resilientes, iniciativa que reúne municípios comprometidos com metas de sustentabilidade urbana, transição energética e adaptação às mudanças climáticas.

