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14 de julho de 2024

Fortaleza envia ajuda humanitária a Pernambuco

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Chuvas no estado nordestino ocorrem desde a última terça. José Sarto conversou com João Campos, prefeito de Recife, e colocou a gestão à disposição da capital pernambucana

Foto: Exército Brasileiro/Divulgação

A Defesa Civil de Fortaleza e a Secretária Municipal de Segurança Cidadã (Sesec) enviaram neste fim de semana um total de 475 colchonetes e 1.050 mantas a famílias vítimas de chuvas intensas dos últimos dias em Pernambuco. A missão foi realizada em parceria com as empresas aéreas Azul e Latam.

“Minha solidariedade ao estado de Pernambuco e às famílias atingidas pelas fortes chuvas nesta semana. Uma tragédia, que já resultou em dezenas de óbitos e feridos, além de centenas de desalojados e desabrigados. Conversei com o prefeito do Recife, João Campos [PSB], e coloquei a Prefeitura de Fortaleza à disposição para colaborar com o que for preciso. Em Fortaleza, estamos atentos e vigilantes, monitorando áreas mais críticas e a Defesa Civil segue preparada para agir, em caso de necessidade”, afirmou o prefeito José Sarto (PDT).

De acordo com titular da Sesec, coronel Eduardo Holanda, também foram colocadas à disposição lonas plásticas, redes e todos os itens que a Defesa Civil dispõe para apoiar a cidade do Recife nesse momento difícil.

“Em parceria com as empresas aéreas, conseguimos, fazer o embarque de colchonetes e mantas pra ajudar a população. Continuamos em permanente comunicação com as autoridades da Prefeitura do Recife no sentido de ajudar no que for necessário”, declarou o gestor.

O ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Daniel Ferreira, afirmou em coletiva neste domingo, 29, em Recife, que 44 pessoas morreram, 56 estão desaparecidas, 25 estão feridas, 3.957 estão desabrigadas e 533 desalojadas em decorrência das fortes chuvas em Pernambuco desde a última terça-feira, 24.

O número de mortos aumentou para 56 no início da noite. Segundo o gestor, um decreto com reconhecimento federal da situação de emergência poderia ser publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Até o fechamento deste conteúdo, o documento não havia sido publicação.

O volume de chuvas chegou a 236,01 milímetros em alguns locais de Recife na madrugada deste sábado, 28, e alcançou 70% do volume previsto para todo o mês de maio. Mais de 32 mil famílias moram em áreas de risco de deslizamentos somente em Recife e foram orientadas a procurarem um local seguro. Pelo menos 2 mil deixaram suas casas e foram abrigadas pela prefeitura.

Das mortes confirmadas até este domingo, pelo menos 20 ocorreram por conta de um deslizamento de terra no Jardim Monte Verde, bairro do Ibura, na zona sul do Recife. Duas mortes foram causadas em Sítio dos Pintos e no Córrego do Jenipapo, na zona Norte. As outras seis pessoas morreram num deslizamento de barreira em Camaragibe, na região metropolitana.

Segundo Ferreira, embora tenha parado de chover ontem, há expectativa de chuvas fortes nos próximos dias. O ministro também lamentou as mortes registradas e afirmou que é importante manter as medidas de proteção, respeitando os alertas da Defesa Civil.

“Tanto o governo estadual quanto os municípios vão decretar situação de emergência e inserir no sistema do MDR pedindo o reconhecimento federal da situação.” O governo editou duas Medidas Provisórias (MPs) para disponibilizar R$ 1 bilhão que deve ser usado em ações do MDR para ajudar os Estados e os municípios afetados pelas chuvas.

Após a decretação da situação de emergência, o ministro afirmou que será feita a liberação de recursos em três etapas. A primeira é para o socorro e assistência humanitária. Os recursos serão usados para a compra de materiais para higiene, limpeza, compra de colchões, cestas básicas, água, combustível e alimentação para as equipes de resgate.

Em seguida, relatou, os municípios devem elaborar os planos de trabalho, em conjunto com as equipes do MDR, para a liberação de recursos para o reestabelecimento dos serviços essenciais. O dinheiro custeará a limpeza urbana, a desobstrução de vias, restabelecimento de ligação de energia elétrica e fornecimento de água.

“Passada a situação das chuvas, os municípios e o estado têm 90 dias para solicitar ao MDR recursos para reconstrução de infraestrutura pública e casas comprovadamente destruídas pelas chuvas”, afirmou. Diante da situação de emergência, quem trabalha com carteira assinada poderá solicitar a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). (Com Agências)

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