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Fortaleza e outros 12 municípios cearenses devem salários a médicos, aponta sindicato

As ambulâncias foram um dos serviços afetados. Foto: Divulgação/Prefeitura de Fortaleza

O Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec) divulgou que 13 cidades do Estado devem médicos que trabalham na saúde municipal. A lista mostra Prefeituras como Fortaleza, Caucaia e Aracati dentre as que estão em débito com os profissionais. Na Capital, a situação agravou ao ponto de os serviços de assistência em cinco hospitais municipais e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) – serviço de ambulância – serem afetados. Conforme o Simec, algumas ambulâncias estão sendo recolhidas, já que a gestão do prefeito José Sarto (PDT) ficou os meses de setembro e outubro inadimplente com o serviço.

As unidades de saúde são: Hospital e Maternidade Zilda Arns, o Hospital da Mulher; Hospital Distrital Gonzaga Mota Barra do Ceará, o Gonzaguinha da Barra do Ceará; Hospital Distrital Gonzaga Mota José Walter, o Gonzaguinha do José Walter; Hospital Distrital Evandro Ayres de Moura, o Frotinha Antônio Bezerra; e o Hospital Distrital Maria José Barroso de Oliveira, o Frotinha Parangaba.

Conforme as denúncias, o problema na saúde fortalezense ocorre durante a substituição de trabalhadores que encerram os seus contratos pelos aprovados no concurso da Fundação de Apoio à Gestão Integrada em Saúde de Fortaleza (Fagifor). Com o déficit de profissionais, a maioria dos trabalhadores temporários estão tendo que assumir escalas de plantões extras. O OPINIÃO CE entrou em contato com a Prefeitura de Fortaleza, mas não recebeu retorno. As cidades de Acarape, Catunda, Horizonte, Maranguape, Morada Nova, Mulungu, Icó, Paramoti e Pires Ferreira também estão devendo os seus profissionais de medicina.

Conforme o Simec, a situação de inadimplência compromete a dignidade dos médicos e também afeta diretamente a população, que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimentos de urgência, emergência e acompanhamento contínuo. De acordo com Dr. Luigi Morais, presidente interino do Sindicato, ressaltou que a gestão municipal é a “principal responsável pela contratação e remuneração dos profissionais da rede básica”. “Atrasos como os registrados em Pires Ferreira e Fortaleza expõem o descaso com a saúde pública e com quem a mantém funcionando: os médicos”, completou.

“É essencial que os prefeitos eleitos em 2024 assumam o compromisso de enfrentar essa realidade e superar os obstáculos deixados pelas gestões anteriores. A saúde precisa ser uma prioridade efetiva”, reforçou ele, lembrando que a partir do próximo ano as cidades contarão com novos prefeitos.

Lista de municípios inadimplentes

  • Acarape: novembro e dezembro de 2020 – PSF;
  • Aracati: plantões dos dias 4 e 5 de março de 2019 – UPA;
  • Catunda: plantões dos dias 6,7,9, 13,14, 20, 21, 27, 28 de novembro de 2016 –
  • Hospital e PSF;
  • Caucaia: pediatria, UPA e Hospital – Agosto e setembro de 2024;
  • Fortaleza: toda a rede de atendimento municipal, os últimos meses 2024 e meses de setembro e outubro de 2024 – Samu;
  • Horizonte: fevereiro de 2023 – UPA;
  • Maranguape: dezembro de 2020 – UPA;
  • Morada Nova: outubro de 2021 – CAPS;
  • Mulungu: agosto, setembro e outubro de 2015 – Hospital;
  • Icó: dezembro de 2016 – PSF;
  • Paramoti: dezembro de 2020 – Hospital;
  • Pires Ferreira: 2012 – Hospital.

A reportagem contactou, via e-mail, todas as prefeituras, mas não houve retorno até a publicação.