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20 de abril de 2024

Força Nacional de Segurança encerra buscas por fugitivos de Mossoró nesta sexta-feira (29)

O envio do reforço custou aos cofres do Governo Federal aproximadamente R$ 1,3 milhão, somente com o pagamento de diárias. O custo por dia de todo o efetivo ficou em torno de R$ 37 mil, levando em conta que cada agente recebe diária de 335 reais
Na primeira ida ao Rio Grande do Norte, Ricardo Lewandowski concedeu entrevista coletiva ao da governadora Fátima Bezerra. Foto: Jamile Ferraris/ MJSP

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O ministro da Justiça e segurança pública, Ricardo Lewandowski, anunciou que os 500 homens da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) vão deixar de atuar nas buscas aos dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, que escaparam no dia 14 de fevereiro. Os agentes da FNSP chegaram à região, no Oeste do Rio Grande do Norte, no dia 23 daquele mês e encerrarão os trabalhos nesta sexta-feira (29). O envio do reforço custou aos cofres do Governo Federal aproximadamente R$ 1,3 milhão, somente com o pagamento de diárias. O custo por dia de todo o efetivo ficou em torno de R$ 37 mil, considerando que cada agente recebe diária de 335 reais.

Por meio de nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) confirmou a informação de não prorrogar a permanência no Rio Grande do Norte da força-tarefa, convocada em apoio às polícia Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF). Com isso, os agentes serão desmobilizados e terão de retornar aos  estados de origem. Com o fim do reforço dos agentes da FNSP, a operação de buscas aos fugitivos Deibson Nascimento e Rogério Mendonça entra na segunda fase, que será totalmente focada em ações de inteligência.

“Neste momento, o mais importante é o foco nas investigações da Polícia Federal, mas com a permanência de forças locais, com intensa atuação das polícias Militar e Civil”, disse André Garcia, secretário Nacional de Políticas Penais.

Na quarta-feira da semana passada (20), o MJSP havia prorrogou a presença da Força Nacional até esta sexta para captura dos dois fugitivos. Desde 14 de fevereiro, moradores de Mossoró e dos municípios vizinhos adicionaram à rotina deles a convivência com os policiais, cães farejadores, buscas e a expectativa de prisão. Os foragidos chegaram a fazer reféns na região e pelo menos sete pessoas foram presas, suspeitas de auxiliar os criminosos na fuga.

Os dois detentos usaram ferramentas que encontraram, largadas na penitenciária federal, para abrir o buraco por onde fugiram. Por isso, o MJSP abriu um processo contra a construtora responsável pela reforma no pátio do Presídio Federal de Mossoró. Um processo administrativo e um inquérito da Polícia Federal foram instaurados para apurar as circunstâncias e responsabilidades pela fuga.

A fuga da dupla foi a primeira registrada no sistema penitenciário federal, marcando o início de uma crise a ser enfrentada por Ricardo Lewandowski à frente do MJSP. Devido à situação, o ministro foi duas vezes a Mossoró para acompanhar as buscas. Em solo potiguar, ele foi categórico ao afirmar que os presos continuavam na região próxima ao presídio, percorrendo áreas do Rio Grande do Norte perto da divisa com o Ceará. O local possui extensas plantações de frutas e um parque nacional com centenas de cavernas que podem servir de esconderijo para os fugitivos.

Os policiais responsáveis pelas investigações acreditam que os foragidos permanecem na região, por terem consciência de que o cerco policial é forte. Há mais de uma semana, no entanto, os agentes de segurança estão sem pistas sobre o paradeiro da dupla.

Fernando Barbosa

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