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24 de julho de 2024

Filho de Sérgio Machado, Didi Machado volta a Fortaleza e participa de evento na Beira Mar

Didi foi identificado pela Operação Lava Jato como operador financeiro do PMDB no Senado Federal
Foto: Reprodução

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O filho do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, Expedido Machado da Ponte Neto (Didi Machado), voltou a Fortaleza para participar de uma comemoração de luxo na casa de amigos e parentes na Beira Mar. Didi entregou à Operação Lava Jato os detalhes de contas no exterior que foram abastecidas com a propina paga por empresas para o esquema do antigo PMDB – hoje MDB. O esquema teria rendido entre 2003 e 2013 mais de R$ 100 milhões. Didi participou do momento descontraído em Fortaleza ao lado de amigos, com direito a shows e pratos selecionados. 

O convidado também foi recepcionado em Fortaleza em anos anteriores. Didi teve delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na figura do então ministro Teori Zavascki, em 2016. Ele controlava as contas da propina do pai de 2007 a 2013 e afirmou ter atingido os R$ 73 milhões guardados com os repasses de empresas contratadas pela Transpetro. O acordo de delação do filho foi parte do acordo para que Sérgio Machado falasse.

Didi foi identificado pela Operação Lava Jato como operador financeiro do PMDB no Senado Federal, a partir de Londres, onde morava e controlava um fundo de investimentos.

SÉRIO MACHADO

Sérgio Machado, por sua vez, teve sua delação homologada pelo STF e começou a ser investigado pela Lava Jato, em Curitiba, em 2014. Correndo risco de ser preso junto com o filho, ele decidiu entregar o que sabia, além de documentos, para ajudar a Lava Jato rastrear a propina do partido que foi desviada da Transpetro. Didi afirmou ter usado, em duas ocasiões, contas de trusts, que é o mesmo tipo de conta usada pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, para guardar e movimentar a propina desviada da empresa.

Na delação, Machado entregou mais de 20 nomes de políticos em busca de uma redução de pena. Nos 11 anos que comandou a Transpetro, ele diz que repassou mais de R$ 100 milhões para membros do partido, envolvendo figuras tradicionais na política, como o ex-presidente do Senado e hoje senador, Renan Calheiros (R$ 32 milhões), o ex-senador e ex- presidente do partido Romero Jucá (R$ 21 milhões), o ex-presidente da República, José Sarney (R$ 18 milhões), entre outros. Já Did indicou quem eram os funcionários das empreiteiras indicados pelo pai para tratar das transferências das propinas para o exterior.

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