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24 de julho de 2024

Fase clínica da vacina da Uece contra covid está no aguardo da Fiocruz

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Imunobiológico está com todas suas etapas de comprovação de eficácia e segurança vacinal na experimentação animal concluídas, segundo Universidade Estadual do Ceará

Priscila Baima
priscila.baima@opiniaoce.com.br

Foto: Divulgação

Desde março de 2020, a vacina 100% cearense contra a covid-19 é uma das principais expectativas dos pesquisadores envolvidos na pesquisa. No momento, o termo da vacina HH-120-Defenser depende da aprovação da Fiocruz nacional, necessária para começo de testes em humanos.

A Uece fará seleção de voluntários de Fortaleza para o início da próxima fase. O imunobiológico está com todas suas etapas de comprovação de eficácia e segurança vacinal na experimentação animal concluídas, segundo a Universidade Estadual do Ceará (Uece).

O acordo de cooperação técnica entre a universidade, o Governo do Estado e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também foi assinado pelo presidente da fundação. As informações são da Fiocruz do Ceará.

Doutor em Biotecnologia da Saúde e um dos membros da pesquisa, Ney de Carvalho explica que informou, além de todas as etapas de comprovação concluídas, a elaboração dos documentos para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já está sendo feita com todas as respostas solicitadas.

Com os avanços da pesquisa, a Anvisa solicitou à universidade resultados mais robustos. Inicialmente, todos os testes foram feitos em camundongos. A Fiocruz solicitou que os novos testes passassem a ser feitos em hamsters, pois esses animais podem proporcionar uma melhor resposta em relação à interação com o novo coronavírus.

“Estamos na elaboração dos dossiês que devem ser submetidos à Anvisa com a resposta a todos os questionamentos que tratem dessas comprovações e assim sermos autorizados a iniciar a testagem em humanos”, acrescenta o pesquisador ao OPINIÃO CE.

Ainda de acordo com Carvalho, após a aprovação da Fiocruz para prosseguimento à fase clínica, que se trata dos ensaios em humanos, “teremos no mínimo três fases a serem executadas, as quais vamos avaliar a eficácia e a segurança vacinal comparando-as com as observadas em animais. Assim, com os resultados mostrando a aprovação é que ela poderá ser prontamente empregada à população.”

DATA DE INÍCIO DEPENDE DA FIOCRUZ
A data para que a etapa comece, segundo a Uece, é de atribuição da Fiocruz. O especialista, que tem formação em veterinária, fez a proposta para uso de um vírus animal como possível agente imunizante para SARS-CoV2, em meados de março de 2020, como proposta de doutoramento, com orientadora capixaba, mas vinculada à universidade.

O estudo está sendo desenvolvido no Laboratório de Biotecnologia e Biologia Molecular (LBBM) da Uece. A vacina 2H120 Defenser — como será chamado o imunobiológico — advém de um estudo que se baseia na utilização de um vírus vacinal para coronavírus aviário.

Da forma como o vírus se modifica, possui a capacidade de produzir anticorpos de uma forma que neutralize o SARS-CoV-2 ou pode ser responsável por proporcionar um abrandamento da doença. Além da vacina cearense, o laboratório desenvolve pesquisas de produção de kits de diagnósticos para doenças como dengue, febre zika, chikungunya, leishmaniose, leucemia linfoblástica aguda e outras.

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