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13 de julho de 2024

Evento debate normativas sociais separatistas ainda vigentes

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Com tema Entre a Potência do Amor e o Poder do Ódio, professor da UFRJ vai refletir sobre caminhos possíveis das sociedades em crise. Programação é do Porto Iracema

Redação OPINIÃO CE
redacao@opiniaoce.com.br

No Brasil como um todo e no Ceará, maioria da população é negra (Foto: Natinho Rodrigues)

No próximo dia 1º, o Porto Iracema das Artes inicia a programação do Poéticas Afroindígenas. Na data, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e filósofo Renato Noguera vai palestrar, a partir das 19 horas, no equipamento.

Após o momento, que é gratuito e aberto ao público interessado, o docente lançará o livro Por que amamos: o que os mitos e a filosofia têm a dizer sobre o amor. Com o título Entre a Potência do Amor e o Poder do Ódio, Noguera irá, no encontro, refletir sobre caminhos possíveis das sociedades em crise.

Para a diretora de formação e criação do Instituto Dragão do Mar (IDM) e da escola, Bete Jaguaribe, a temárica é uma provocação relevante nos tempos atuais. “Nesse cenário nacional de intolerâncias e brutalidades, nossa aproximação com nossas ancestralidades é um movimento precioso e urgente para fortalecer nossas travessias.”

AVANÇAR É PRECISO
A ideia do Poéticas Afroindígenas é aprofundar e avançar, ao longo de todo este ano, em debates sobre as relações de sensibilidade, conhecimento e práticas ancestrais que vêm emergindo na construção dos processos de formação em artes.

Os laboratórios de criação do Porto Iracema somam pesquisas artísticas dos últimos dois anos que acionaram referências, memórias e poéticas indígenas e africanas, bem como as muitas formas de desigualdade social e destruição dos recursos naturais do Brasil.

Projetos como Encantadas, de Eliana Amorim, que tem por base os saberes mágicos das mulheres curandeiras da Chapada do Araripe; Arqueologia de Luzes Negras, de David Felício e Jorge Silvestre, que recupera as lutas pela resistência e re-existência dos cearenses; e Comicidades e questões de gênero, do Coletivo Yabás, que se aprofunda no protagonismo feminino e LGBT+ da população de pessoas negras e periféricas em Fortaleza, são exemplos.

Durante toda a semana, o filósofo cumprirá agenda de visitas e conversas com o corpo de gestores das experiências de formação do IDM, que inicia um processo de reflexão sobre as respectivas práticas pedagógicas, que ocorrerá em todo o ano 2022.

“O encontro com o filósofo Renato Noguera é o primeiro de uma série de outros momentos que acontecerão neste ano, com os diversos públicos engajados nos projetos de formação do IDM: alunos, professores, parceiros”, acrescente Bete.

O especialista vai visitar também o Centro de Formação Olímpica; a Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco; Escola de Cultura e Artes do Centro Cultural Bom Jardim; a Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho; e o Theatro José de Alencar.

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