A Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou a alteração no resultado da final da Copa Africana de Nações 2025. Após julgamento de recurso pelo Comitê de Apelação, a seleção de Senegal foi declarada derrotada por desistência, e o Marrocos passou a ser reconhecido como campeão da competição, com vitória por W.O.
De acordo com a entidade, a decisão teve como base o artigo 84 do regulamento, que trata de infrações disciplinares. A CAF entendeu que a conduta da equipe senegalesa durante a partida justificou a anulação do resultado obtido em campo.
Relembre o que aconteceu
A final foi disputada em janeiro de 2026, no Estádio Prince Moulay Abdellah, em Rabat. Na ocasião, o Senegal havia vencido por 1 a 0 na prorrogação.
O jogo foi marcado por interrupções no fim do tempo regulamentar. Logo após a anulação de um gol da seleção senegalesa, a arbitragem assinalou um pênalti para o Marrocos, com auxílio do VAR. Em protesto contra a marcação do pênalti, os jogadores de Senegal deixaram o campo, o que provocou a paralisação temporária da partida, aos 99 minutos.
Sadio Mané atuou como líder decisivo na final e convenceu seus companheiros a voltarem do vestiário após abandonarem o campo por protestos contra a arbitragem. Ele incentivou a equipe a retornar ao gramado.
Depois da retomada, o goleiro Édouard Mendy defendeu a cobrança e deixou a vitória palpável para os senegaleses. Na prorrogação, Pape Gueye marcou o gol que definiu o placar da final e garantiu o título para Senegal.
Consequências
Nos dias seguintes, a CAF aplicou sanções disciplinares às equipes. O técnico Pape Thiaw foi suspenso por cinco partidas e multado em US$ 100 mil. A federação senegalesa também recebeu multas superiores a US$ 600 mil, além de outras penalidades relacionadas à conduta de jogadores, comissão técnica e torcedores.
Com a decisão em instância final, o Marrocos passa a constar oficialmente como campeão da edição de 2025 da Copa Africana de Nações.
Apesar da determinação, o Senegal se recusa a devolver o troféu da Copa Africana de Nações após ser destituído do título. A federação do país anunciou que vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte e garantiu que a taça permanecerá em território senegalês.
