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Crescimento de crianças no Jiu-Jítsu apresenta benefícios no desenvolvimento social

Os resultados mostram que as crianças desenvolvem um maior controlo inibitório, evidenciado por uma menor distração e maior foco
Foto: Divulgação/ Machado BJJ

Popularmente praticado por adultos e idosos, o Jiu-Jítsu também pode trazer grandes benefícios para os pequenos. Uma criança praticante da arte suave não apenas aprende técnicas específicas de defesa pessoal, como também desenvolve aspectos psicológicos capazes de ensiná-la a reagir da melhor forma em situações de risco.

O mestre Daniel Machado, professor da Machado BJJ, reforçou o uso da arte marcial para o desenvolvimento pessoal, algo que muitas vezes acaba esquecido por parte das academias, e exemplificou incentivos que a academia trabalha nas crianças para estimular boas práticas e alimentação saudável nos pequenos.

“A gente desenvolveu um programa que nós começamos com um circuito funcional, trabalhando várias valências onde a criança tem que saltar, se esquivar e lateralizar. Então, sempre fazemos um circuito funcional e trabalhamos no anti-bullying. O Jiu-Jitsu utiliza uma forma não violenta para se defender de situações de perigo. Com o mínimo de força, você consegue superar uma pessoa maior do que você, através da sistemática das alavancas”, ressaltou.

Visando combater práticas de bullying, as aulas simulam situações que podem acontecer em ambientes escolares, como salas de aula e parques infantis. Além dos valores morais, como autodefesa e sociabilidade, o projeto ainda estimula bons hábitos, nos quais, para se graduarem, as crianças precisam passar por desafios que incentivam doações, alimentação saudável e diversas outras ações visando o fortalecimento pessoal e social.

Os resultados mostram que as crianças desenvolvem um maior controle inibitório. Evidenciado por uma menor distração e maior foco. Além disso, um estudo comparativo entre MMA e BJJ indicou que crianças praticantes de Jiu-Jítsu demonstram um aumento no comportamento pró-social e uma redução dos níveis de agressividade.

Segundo um estudo divulgado pelo renomado atleta André Galvão, em 2024, os impressionantes resultados apontam o impacto da arte marcial em jovens e crianças. Segundo a publicação, as crianças que praticam Brazilian Jiu-Jítsu (BJJ) entre 1 a 3 vezes por semana, com sessões médias de 45 minutos, apresentam um aumento significativo no autocontrole comparativamente aos seus pares.