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17 de junho de 2024

Empresários varejistas estão mais confiantes em 2024, mas acesso a crédito preocupa

O índice que mede a confiança dos empresários do comércio apresentou tendência de alta. Em março, o índice aumentou pelo terceiro mês consecutivo
Foto: Natinho Rodrigues/Opinião CE

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Empresários varejistas estão cada vez mais confiantes. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), que marcou 109,2 pontos neste mês de março, terceira alta consecutiva no ano. O maior destaque para os comerciantes é a confiança em relação às condições atuais da economia. No entanto, o número apresenta desempenho negativo quando comparado aos números de 2023. O aumento 3,8% da confiança do comércio está ligada ao avanço do varejo, que apresentou celeridade de 2,4% em janeiro deste ano.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as expectativas são favoráveis para o setor nos próximos meses. Mesmo com o prognóstico apontando para o aumento, a pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou que há uma dificuldade no acesso ao crédito, por parte das famílias, reduzindo assim a intenção de consumo. Com o encarecimento do crédito, o Nível de Investimento das Empresas reduziu neste mês. O número de empresários que pretendem reduzir seus investimentos alcançou o maior percentual desde julho de 2023 (50,7%), aumento que não acontecia desde setembro de 2023.

Apesar dos indicadores de condições atuais, a dificuldade financeira põe em risco as questões envoltas no ramo dos investimentos. O indicador das intenções de investimento teve o menor crescimento e não chegou a 1%. Além disso, todos os pontos que apresentaram queda na pesquisa compõem esse segmento, sendo a avaliação dos estoques, com queda de 0,9%, e investimentos na empresa, com queda de 0,1%. Esse foi o sexto mês consecutivo com piora na avaliação dos estoques.

No quesito confiança, três grupos de lojas do varejo apresentaram melhora na visão dos empresários. A confiança do comércio de produtos de primeira necessidade teve o maior crescimento mensal de 3,4%. Já no segmento de vestuário, tecidos e calçados o aumento foi de 1,3%. No que concerne à percepção atual do comércio, a atividade de supermercado, farmácias e lojas de cosméticos o progresso foi de 4,6%, em março. Por outro lado, o segmento de eletrônicos e eletrodomésticos recuou 1,5%.

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