Os professores da rede municipal de ensino de Fortaleza decidiram, em nova assembleia realizada nesta terça-feira (30), adotar um calendário de paralisações em resposta ao adiamento, por parte da gestão municipal, da resposta à proposta de reajuste salarial de 10,09% apresentada pelo Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute). Durante reunião realizada na segunda (29), o prefeito José Sarto (PDT) gestor anunciou que definirá uma proposição na próxima sexta-feira, dia 2 de fevereiro. Diante disso, a categoria decidiu interromper as atividades escolares até o final da semana.
Segundo o Sindiute, a gestão teve todo o mês de janeiro para elaborar uma resposta à pauta de reivindicações da categoria, que foi apresentada no final do ano passado.
O primeiro dia de aula de 2024 estava programado para esta terça, porém, diante da ausência de um acordo salarial, os educadores mantêm-se mobilizados. “2024 é ano eleitoral e temos pouquíssimo tempo para a definição de qualquer pauta financeira. Se não lutarmos hoje, levaremos calote amanhã”, destaca a presidenta do Sindiute, Ana Cristina Guilherme.
PISO SALARIAL
O reajuste salarial visa garantir aos educadores o piso atual do magistério, estabelecido em R$ 4.580,57, e deve ser aplicado de forma linear em toda a carreira. A porcentagem inclui o reajuste pendente do piso de 2017, no valor de 7,64%, somado aos 3,62% referentes a 2024. A categoria aponta uma defasagem na estrutura salarial do magistério municipal e vê neste ano eleitoral uma oportunidade para corrigir essa lacuna.
Além do reajuste salarial, a categoria critica o desconto de 14% nos salários dos aposentados e exige a restituição imediata desse valor. O pagamento do precatório do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que estaria pendente desde 2015, também é uma demanda urgente.
Os professores reivindicam ainda a garantia de direitos iguais para os docentes aprovados no concurso de 2022, que perderam os direitos aos anuênios e à licença-prêmio. Ademais, demandam a inclusão dos funcionários de escola no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Educação, a aplicação da CLT para os professores substitutos e a realização de concursos públicos para professores, técnicos, supervisores e orientadores.
Calendário de Paralisações:
- 30/01 – Reunião com os representantes de Escolas, às 16h;
- 31/01 – Passeata da Praça do Ferreira ao Gabinete do Prefeito, às 8h;
- 01/02 – Ato na Câmara Municipal, às 8h;
- 02/02 – Assembleia geral para avaliar a proposta do prefeito, na ETI Figueiras Lima, às 15h.
PREFEITURA
