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Em discurso, Bolsonaro puxa coro de “imbrochável”, beija primeira-dama e evita atacar STF

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou, na manhã desta quarta-feira, 7, das comemorações do bicentenário da Independência, em Brasília. Em discurso a apoiadores logo após o desfile militar na Esplanada dos Ministérios, o presidente atacou pesquisas de intenção de votos, beijou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro e puxou o coro de “imbrochável”. Apesar do tom, Bolsonaro evitou embates com o Supremo Tribunal Federal (STF), como vinha ocorrendo em outros eventos públicos.

“Vamos convencer aquelas pessoas que pensam diferente de nós, vamos convencê-los do que é melhor para o nosso Brasil“, disse o presidente, em tom eleitoral. Na sequência, ele atacou outras mulheres, utilizando a primeira-dama. “Podemos dar várias comparações, até entre as primeiras-damas. Ao meu lado uma mulher de Deus e ativa na minha vida. Ao meu lado não, muitas vezes ela está é na minha frente“, disse.

No discurso, Bolsonaro também ironizou as pesquisas de intenção de voto. “Nunca vi um mar tão grande aqui com essas cores verde e amarela. Aqui não tem a mentirosa Datafolha, aqui é o nosso ‘data povo’. Aqui é a verdade, aqui é a vontade de um povo honesto, livre e trabalhador.” Durante café da manhã no Alvorada, mais cedo, o presidente disse, ao se referir a momentos históricos do Brasil, incluindo o golpe militar de 1964, que “a história pode repetir, o bem sempre venceu o mal”.

No momento, o presidente, assim como os apoiadores, também fizeram uma oração.

Poderes da República

Este é o segundo 7 de Setembro que Bolsonaro participa como presidente. O primeiro aconteceu em 2019. Em 2020 e 2021, a data foi comemorada em uma cerimônia pequena no Palácio da Alvorada por conta da pandemia de covid-19. Neste ano, os presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PL-AL); e do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, foram convidados para a cerimônia, mas não compareceram.

Pelas redes sociais, Pacheco afirmou que as comemorações do 7 de Setembro “precisam ser pacíficas, respeitosas e celebrar o amor à pátria, à democracia e o Estado de Direito”. Lira, por sua vez, afirmou que a data “continua ecoando nas ações e nos compromissos de todos” e que “o Brasil independente é sempre o que olha para frente”. Em 2019, o então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), participou do desfile e ficou no palanque com Bolsonaro.

Diferente do que aconteceu em 7 de setembro de 2021, quando fez críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro não direcionou, nesta quarta-feira, nenhum ataque direto à Corte. Em discurso aos apoiadores, ele disse que caso reeleito, irá levar “para dentro das quatro linhas da Constituição Federal todos os que ousam ficar fora delas“. “Podem ter certeza, é obrigação de todos jogarem dentro das quatro linhas da nossa Constituição. Com uma reeleição, nós traremos para dentro dessas quatro linhas todos aqueles que ousam ficar fora delas”.

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