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25 de julho de 2024

Elmano quer escolha pacífica da candidatura em Fortaleza e não manifesta preferência

Como governador do Ceará, ele disse ter a tarefa de unir o partido e aliados e ressaltou as lideranças da deputada Luizianne Lins e do ministro da Educação Camilo Santana
Foto: Natinho Rodrigues/ Opinião CE/ Arquivo

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Diante da possibilidade de uma crise interna no Partido dos Trabalhadores (PT), em virtude da quantidade de pré-candidaturas à Prefeitura de Fortaleza, o governador Elmano de Freitas, instigado a se posicionar sobre a pauta, diz que o momento é de união e fará de tudo para que a solução seja pacífica dentro da agremiação. “Não vou me manifestar”, sentenciou. A fala foi feita em evento nesta terça-feira (23), em Fortaleza.

O governador foi mais específico ao falar sobre a suposta animosidade entre a deputada federal Luizianne Lins e o ministro da Educação, Camilo Santana, principalmente depois de o presidente da Assembleia Legislativa (Alece), Evandro Leitão, ter se filiado ao partido e manifestado a intenção de ser candidato à Prefeitura da Capital. Para Elmano, tratam-se de duas lideranças muito importantes para o PT e que é preciso haver pacificação.

Minha tarefa como governador é buscar juntar, não alimentar problemas ocorridos. Acho que a gente tem de buscar superar. A companheira Luizianne é uma pessoa muito importante para nós, seja como deputada, como ex-prefeita, como liderança, assim como é o ministro Camilo, uma liderança muito importante para todos nós“, destacou o Governador.

Elmano disse que esteve reunido com o Diretório estadual do PT na manha de sábado (20). O objetivo foi ouvir sugestões e críticas para que acalmar os ânimos na legenda. “Temos de dialogar mais, conversar mais. Minha missão no PT é unir o partido e os aliados. Portanto, eu não quero fazer manifestação que ajude o desentendimento. Quando eu pedi para adiar a decisão do PT é porque imaginava que a gente ainda tinha questões a serem resolvidas”, ressaltou Elmano.

O governador falou que o PT tem um método e ele quer que o partido construa um consenso progressivo. “Se nós não chegarmos a um entendimento, a base decida a candidatura que deve disputar representando a todos nós, ao PT aos seus aliados, apresentando um projeto para Fortaleza”, salientou.

O chefe do Executivo do Estado que acelerar o debate com dois pontos importantes na visão do gestor. O primeiro é saber se os pré-candidatos e pré-candidatas têm ideia dos problemas que a população da Capital vivencia atualmente. O segundo diz respeito às propostas que cada um tem para resolvê-los. Ele revelou que teve uma longa conversa com Luizianne Lins, pois são amigos e militantes há mais de 30 anos. “Isso não se quebra de maneira nenhuma”, disse.

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