Já na segunda metade do seu primeiro mandato à frente do Palácio da Abolição, o governador Elmano de Freitas (PT) afirmou que ainda não é o momento de discutir eleições. O chefe do Executivo – que deve ser candidato à reeleição no próximo ano – destacou que, atualmente, ele está focado e concentrado em governar, para garantir as entregas que ele se comprometeu até o final de 2026, que marca o fim do primeiro mandato. “Vou ser julgado, cobrado e analisado por aquilo que eu disse que faria se ganhasse a eleição. Não posso perder o foco”.
Para este ano de 2025, o Governo adotou um novo slogan, o “Ceará que não para”. Como explicou Elmano, o “não para” significa “muito trabalho”. “Entregar um hospital com 832 leitos precisa de muito trabalho. Entregar 138 escolas novas, cada uma R$ 12 a R$ 14 milhões, precisa de muito trabalho. Entregar estradas, garantir Ceará Sem Fome… Então, não vai parar porque, se parar, a gente não entrega”, acrescentou.
A fala do governador ocorreu durante coletiva em solenidade de assinatura de ordens de serviço para construção de 39 escolas de ensino médio em tempo integral. Tornar 100% da rede de ensino estadual em ensino de tempo integral é uma das promessas feitas por Elmano para o seu primeiro mandato. Para isso, devem ser construídas 138 novas escolas.
Além disso, ele citou os hospitais regionais. “Estou focado em entregar o hospital de Crateús, dar a ordem de serviço, em agosto, do Hospital Regional de Baturité e imediatamente que a licitação do hospital de Iguatu aconteça no próximo mês, para que possamos dar a ordem de serviço”, disse.
“Depois dessas entregas todas, vai chegar o tempo para discutir eleição”, completou.
Elmano frisou ser normal que os partidos políticos queiram discutir o pleito e apresentem nomes para a disputa. No arco de alianças do petista, estão partidos como PSB, PSD, MDB, Republicanos, Podemos e PP. Na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), 34 deputados estaduais são da base do governador, que conta com apenas 10 opositores. Dois deputados – Emília Pessoa e Renato Roseno – que atuam como independentes.
