As Eleições Municipais de 2024 se aproximam, mas algumas siglas ainda não sabem qual será o nome que as representará no pleito realizado em 6 de outubro. O PT, um dos maiores partidos do Ceará, possui cinco nomes como pré-candidatos para a disputa em Fortaleza. Dois deles, os deputados estaduais Larissa Gaspar e Guilherme Sampaio, conversaram com o OPINIÃO CE, nesta segunda-feira (19), e defenderam a importância do apoio da população em torno de um nome para que a legenda tente chegar a um consenso à candidatura que lançará para a disputa. Outros candidatos são o presidente do Legislativo, Evandro Leitão; a deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins; e o ex-deputado federal e atual assessor especial do Governo do Ceará, Artur Bruno.
Guilherme Sampaio, que também é o presidente do Diretório Municipal do PT em Fortaleza, afirmou que a candidatura do partido deve ser de um nome que tenha identidade com “o legado do partido em Fortaleza” e possua “enraizamento nas lutas populares”. O parlamentar, vereador da Capital desde 2005, assumiu cadeira na Assembleia Legislativa como suplente, onde permanece desde o início da atual Legislatura. Ele defende que os interesses do projeto político e do povo devem ser mais importantes que os desejos individuais dos pré-candidatos. O método, conforme o deputado, pode favorecer para um consenso.
“Eu tenho também estimulado e eu próprio tenho conversado com todos os pré-candidatos, conversado de forma solidária, propondo que façamos uma análise generosa, despreendida da conjuntura política”, disse.
Sampaio defendeu também a realização de conversas dentro do partido para que tal consenso seja buscado. “Eu sou daqueles que adora uma boa conversa e nunca duvida do potencial de uma boa conversa. Fui criado nesse ambiente, o PT é um partido que conversa muito e que disputa também quando é preciso”, pontuou. “Eu sou daqueles que acreditam que esse diálogo pode sim produzir consensos progressivos, mas se não conseguirmos no consenso, vamos fazer um bom debate e vamos fazer uma definição democrática da nossa candidatura”, concluiu, lembrando que o partido dispões de ritos que contam com a participação de delegados (encontros partidários) ou de todos os filiados (prévias) caso não haja um consenso em torno de um nome.
Larissa Gaspar, assim como Guilherme, pontuou a importância do povo para que a candidatura seja construída. “A nossa força é construída com o povo, é junto às comunidades, junto à população que reconhece o nosso trabalho, um trabalho de quem vivencia Fortaleza, de quem está cotidianamente denunciando os problemas que afetam a nossa Capital e as nossas periferias e cobrando as melhorias necessárias para que o povo de Fortaleza possa viver com o mínimo de dignidade”, disse a deputada.
Como completou a parlamentar, é “junto com o povo que a gente se fortalece”. A legisladora, que, por sua vez, assumiu cadeira no Legislativo Estadual por meio do voto, também foi vereadora na Câmara Municipal de Fortaleza, de 2017 a 2022. A pré-candidata é a favor de que o partido chegue a um consenso. “Sim, com certeza”, respondeu ela, questionada pelo OPINIÃO CE se vê o consenso como o melhor caminho.
“Chegará um momento em que nós todos iremos nos sentar para fazer um diálogo e debater de uma forma fraterna, pensando num projeto que agregue o maior número de apoiadores”, acrescentou.
Como frisou ela, tal apoio tem como principal ponto a população. “[Deve ser] alguém que a população tenha identidade, porque também não adianta a gente escolher uma candidatura que não encontra o afeto do nosso povo. É essa construção que a gente espera fazer de forma consensual, alguém que possa agregar não só dentro do PT, mas com outras siglas e, sobretudo, com o povo”.
EVANDRO TAMBÉM DEFENDE O CONSENSO
O presidente da Alece, Evandro Leitão, apontado como um dos principais nomes pelo partido e quem possui alianças importantes com lideranças petistas como o ministro da Educação Camilo Santana e o governador Elmano de Freitas, também citou que vê no consenso o melhor caminho para o partido. Segundo ele, o momento do partido é de “construção, unidade e pacificação”. “Tenho absoluta convicção que o PT seguirá unido para a gente enfrentar uma campanha que se avizinha, olhando para os nossos adversários. Os nossos adversários estão lá fora, não estão aqui dentro [do PT]”, destacou o parlamentar.
Evandro, que já conversou com três correntes petistas – Campo Democrático, liderada pelo deputado federal José Guimarães, líder do Governo Lula na Câmara; Movimento PT, do também deputado federal José Airton; e o Levante, liderada por Miguel -, afirmou que tem intenção de dialogar com todas as correntes até o final de março.
“Nós vamos fazendo isso com todas as correntes. Com muita calma, com muita paciência e sobretudo com muito respeito, nós vamos construir uma unidade e pacificar o Partido dos Trabalhadores para que nós possamos seguir unidos, pensando na campanha de 2024″, disse.
