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14 de julho de 2024

Eleição no Ceará sempre tem boas disputas no 1º turno

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Foto: Divulgação

Tempo de valorizar o apoio e os votos nos estados e em Brasília. No Ceará, o histórico das campanhas é de disputas difíceis no primeiro turno das eleições majoritárias. A exceção foi em 2006, quando surgiu Cid Gomes (PDT). O jovem líder de Sobral venceu Lúcio Alcântara (PSDB), obtendo 63% dos votos válidos, ainda no primeiro turno.

Em 2002, Lúcio Alcântara venceu Zé Airton (PT), por apenas três mil votos, em um segundo turno imprevisível. Em 2014, outra eleição disputada, quando Camilo Santana (PT) venceu Eunício Oliveira em dois turnos, com pouca margem de votos válidos. Época em que o cenário nacional se misturou ao local. Ficou provado que a opção Camilo era a melhor. O governador está encerrando seu segundo mandato, com 80% de aprovação.

O que chama atenção no primeiro turno das eleições é a clara adesão de lideranças políticas, vereadores e deputados. Participam da disputa, tentando obter vantagens, e pulam de um lado para o outro, conforme as pesquisas e o andamento da campanha. É o período de valorizar o voto, negociando o apoio em troca de vantagens.

Está ficando claro, com o passar dos dias, que teremos o enfrentamento entre bolsonaristas de um lado, com Ciro e Lula (PT) juntos, do outro. O desdobramento dos ajustes conheceremos em breve, após o fechamento da janela partidária, com definições de filiações e conjuntos de partidos.

O deputado Capitão Wagner, que está de saída do Pros para o União Brasil, se apresenta, no momento, como o candidato do bolsonarismo no Ceará, e juntando os que se tornaram oposicionistas do governo cearense por falta de espaço nas suas bases. Em breve, saberemos como ficarão os palanques, se juntos ou divididos para se unirem em outra etapa da eleição, caso haja.

Ao PDT, no acordo da aliança com o PT e outros 16 partidos, cabe indicar o candidato a governador. O PT ficará com o Senado. O restante da chapa está em disputa por outros partidos. Critérios foram criados. O senador Cid Gomes (PDT) coordena o processo, acompanha a movimentação de aliados e da oposição. “É natural que a oposição tente se organizar e lançar um candidato bolsonarista”, disse o senador, nos encontros do partido, apontando Wagner como o nome oposicionista escolhido.

Wagner parece ter se consolidado como o candidato bolsonarista. O PDT promove novos encontros regionais neste final de semana. Um em Sobral e outro em Itarema. Em abril, com Izolda Cela (PDT) assumindo o governo e Camilo pré-candidato ao Senado Federal, o desenho será diferente e o jogo político muda.

Chiquinho será o presidente do PSDB CE
O senador Chiquinho Feitosa, de saída do União Brasil, assume nesta segunda-feira, 21, a presidência do PSDB no Ceará. O anúncio será feito pelo senador Tasso Jereissati (PSDB), em entrevista coletiva no Comitê de Imprensa da Assembléia Legislativa. Além de fortalecer os tucanos, Jereissati mostra não pretender deixar o partido e seguir o governador Eduardo Leite, que vai trocar o PSDB pelo PSD e entrar na disputa presidencial.

Não é não
A direção do PDT disse não ao pedido de lideranças do partido que insistiam na presença de pré-candidatos ao governo pela sigla em atos de inauguração e assinaturas de ordens de serviço. Roberto Cláudio (PDT) é o grande prejudicado. Está sem mandato. Atua fazendo palestras a convite de prefeitos e entidades. Também visita bairros, onde encontra lideranças.

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