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Laboratório desenvolve pesquisa sobre condições de trabalho no Cariri Cearense

O público-alvo são trabalhadores acima de 18 anos, que possuam, no mínimo, um ano de experiência em um trabalho formal ou informal na região. Universitários também podem participar, desde que tenham experiência mínima de um ano de trabalho ou estágio, também no Cariri. A pesquisa é feita por meio de um formulário on-line no site https://ufca.edu.br
A pesquisa busca coletar dados para a criação de políticas públicas para dar melhores condições aos trabalhadores caririenses. Foto: Gabriel Souza/ Dcom UFCA

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Cariri (UFCA) objetiva compreender e analisar a situação de trabalho na região do Cariri Cearense. O estudo está a cargo do Laboratório Gestão de Pessoas, Trabalho e Comportamento Organizacional (Geptco), vinculado ao Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA).

A meta é coletar informações de até 3 mil trabalhadores, visando também impulsionar a criação de políticas públicas para melhores condições de trabalho. Segundo a professora Jesuína Maria Pereira Ferreira, do CCSA, a pesquisa coordenada por ela começou ao percebido um crescimento de trabalhadores afastados por problemas de saúde mental. “De acordo com o INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], em 2024, dos 2,5 milhões de pedidos de afastamento, 472 mil estavam relacionados à saúde mental“, destaca.

Segundo o Geptco, questões como transtornos de Burnout, ansiedade e depressão estão entre os fatores que causam o afastamento de trabalhadores. A professora alerta que é possível haver aumento de ocorrências de trabalhadores com a saúde mental abalada. O Geptco identificou a ausência de estudos que retratam a atual situação das condições laborais no território caririense. A partir disso e por meio da pesquisa on-line, o grupo pretende compreender fatores que afetam a saúde dos trabalhadores no Cariri Cearense.

Outro objetivo do estudo é impactar o mercado de trabalho e a vida dos trabalhadores caririenses. “Pretendemos contribuir com dados que possam orientar empregadores, gestores públicos e profissionais da saúde na promoção de ambientes de trabalho menos insalubres e mais seguros”, afirma a coordenadora Jesuína Ferreira.

ELABORAÇÃO DA PESQUISA

Além da coordenadora Jesuína Ferreira, o Geptco conta com seis estudantes do Curso de Medicina da UFCA, entre eles, alunos do terceiro, sétimo e oitavo semestres. A professora acredita que o sucesso da pesquisa pode impactar na criação de políticas públicas. “Os serviços públicos poderão ter acesso às informações atualizadas e confiáveis, facilitando o planejamento e a construção de políticas públicas e serviços oferecidos à sociedade”, salienta.

Jesuína Ferreira ressalta a importância da sensação de pertencimento da comunidade em participar da pesquisa, reforçando ainda o impacto do estudo para promover conhecimento. “Estamos rodeados por desinformação e informações falsas. Então, a contribuição dos cidadãos na realização de pesquisas pode contribuir para a produção de conhecimento científico e aperfeiçoamento de grandes teorias”, finaliza.