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Professores da Rede Municipal de Fortaleza embarcam para intercâmbio na Europa

Ao todo, 50 educadores participarão da iniciativa
Foto: Prefeitura de Fortaleza/Divulgação

Dois grupos de educadores da Rede de Ensino de Fortaleza iniciam nos próximos dias um intercâmbio pedagógico em países do continente europeu. O feito é possível por meio da primeira edição do Programa Professores sem Fronteiras, que promoverá a experiência internacional para 50 professores. Os selecionados viajarão para França e Espanha, por duas semanas. O primeiro grupo, com 25 educadores, embarca para a França neste sábado, 30, onde passará por uma programação pedagógica durante 15 dias. Já o segundo grupo, também com 25 professores, irá para a Espanha na segunda quinzena de outubro.

Os educadores selecionados para o intercâmbio participam de curso pré-viagem entre ao longo de toda esta semana, na Academia do Professor Darcy Ribeiro. O propósito deste momento formativo é fornecer informações sobre cultura, língua e dados sobre o país de destino do intercâmbio, além de outras orientações. A primeira edição do programa ocorre durante o mês do professor da Rede Municipal de Ensino, programação diversa realizada ao longo de outubro em celebração ao Dia do Professor.

“Essa experiência é a realização de um sonho meu e de toda minha unidade escolar. Nunca pensei que eu ia viver essa experiência como professora da Educação Infantil. Minha expectativa é levar todo o conhecimento e práticas que temos na etapa da primeira infância de Fortaleza e trazer na bagagem tudo o que eu puder de aprendizados”, conta a educadora Maria Adriana da Silva, aprovada para intercâmbio na França.

Aos 53 anos de idade, o professor de Língua Portuguesa Gilson Franco é um dos 25 intercambistas que embarcam para Espanha na segunda quinzena do mês de outubro. Esta será a primeira vez que ele faz uma viagem internacional e diz que o sentimento é de reconhecimento e valorização. O docente atua na Escola Municipal Sebastião de Abreu, no Bom Jardim. “Estou há 18 anos na Rede de Ensino de Fortaleza. Já viajei para alguns lugares do País e conheci outras redes educacionais. Esse intercâmbio é o maior reconhecimento da minha carreira docente”, descreve.

A secretária de Educação de Fortaleza, Dalila Saldanha, explica que esse programa faz parte do Programa de Governo da atual gestão, como uma política de valorização dos professores da Rede Municipal. “Esta é uma iniciativa inédita. É uma alegria para a gestão, para as escolas, estudantes e educadores. Os professores irão levar para esses países um pouco do que fazemos aqui e tenho certeza que irão trazer muita coisa boa na bagagem. Apesar dos desafios, temos conseguido ser referência para o mundo e para o Brasil em diversas áreas, como na Educação”, pontua.

FORMAÇÃO

Na França, os professores vão realizar a formação de duas semanas na Instituto Nacional Superior do Professorado e da Educação (Inspé) da Universidade Grenoble Alpes (UGA), na cidade de Grenoble, nos Alpes Franceses. Essa é uma instituição pública de pesquisa considerada uma das 100 melhores universidades do mundo. Além de ser reconhecida como base para esportes de inverno e pelos museus, a cidade francesa se tornou conhecida por ser um dos maiores centros universitários da França, com aproximadamente 60 mil estudantes.

Já os professores intercambistas da Espanha vão vivenciar a experiência pedagógica na cidade de Cáceres, na região de Estremadura, no oeste de Espanha. Fundada pelos antigos romanos, é o terceiro maior complexo monumental da Europa.

Os dois grupos participarão de formação com carga horária de 48 horas composta por momentos de ateliês presenciais ministrados por dois professores, sendo ao menos um deles lusófono, e outra parte mais prática com a realização de trabalho pessoal, orientado por atividades propostas durante esses ateliês. O intercâmbio inclui também dois momentos de estágio de imersão em escolas locais e passeio cultural em grupo.

Cinco módulos compõem a formação: 1 – conhecer o sistema educativo do país (particularidades e funcionamento); 2 – gerenciar a diversidade em classe (pedagogia inclusiva – parte mais prática de construção de ferramentas, métodos de organização e abordagens pedagógicas adequadas); 3 – avaliar o progresso e os conhecimentos dos alunos; 4 – conhecer o percurso de educação cultural e artística e 5 – manuseio e análise crítica de diferentes ferramentas digitais em classe.