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Weibe Tapeba vai se reunir com Camilo para tratar do retorno às aulas na terra Yanomami

Weibe, aliado local do ministro da Educação Camilo Santana (PT), fez um apelo ao gestor para a retomada das atividades nas escolas indígenas que atendem a região
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba (PT), vereador licenciado do município de Caucaia, na Grande Fortaleza, vem participando diretamente do socorro ao povo Yanomami, em Roraima, que sofre com a crise humanitária causada pelo garimpo ilegal. Nesta quinta-feira, 9, ele esteve no território indígena e afirmou “que as mudanças começam a serem sentidas”, destacando que algumas áreas, como a educação indígena, precisam retornar, aos poucos, à normalidade.

“Estou retornando de Boa Vista para Brasília e pretendo agendar uma reunião com o Camilo [Santana, ministro da Educação] para tratar disso“, afirmou o secretário ao OPINIÃO CE. “Chegando em Brasília, deverei manter contato com a assessoria do Camilo e da Izolda [Cela, secretária executiva do MEC], para tentar uma agenda para a semana que vem“, destacou.

Weibe, aliado local do ministro da Educação Camilo Santana, publicou uma vídeo em suas redes sociais no qual faz um apelo ao gestor para a retomada das atividades nas escolas indígenas da região. “Os Yanomami já tiveram escolas indígenas funcionando dentro do território, com professores indígenas, com as estruturas funcionando, e agora, com o começo da retirada dos garimpeiros, entendemos que é o momento também do Ministério da Educação começar a planejar a retomada do funcionamento dessas escolas“, disse.

“Estaremos, nos próximos dias, conversando com as lideranças para a gente mapear, fazer um diagnóstico, um levantamento dessas informações, do número de professores, do número de crianças, de jovens, de adolescentes na idade escolar, e a gente espera que esse apelo das lideranças indígenas sejam atendidos”, afirmou Weibe.

Ainda na postagem, o secretário convidou Camilo e Izolda para visita ao território Yanomami e, “quem sabe, anunciar esse retorno do funcionamento das escolas indígenas” na região.

MEC

Nesta quinta-feira, 9, representantes indígenas e quilombolas da Bahia e Rio Grande do Sul foram recebidos pelo ministro no MEC, em Brasília, para apresentar pauta de reivindicações na Educação. Na oportunidade, o titular afirmou que, com a recriação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), a pasta terá “mais condições de ouvir e atender esses pleitos”.

“Os indígenas e os quilombolas serão sempre reconhecidos e bem recebidos pelo Ministério da Educação. Vamos trabalhar para reconstruir a educação e garantir alfabetização na idade certa, escola em tempo integral, valorização dos professores e das comunidades indígenas e quilombolas”, afirmou.

O OPINIÃO CE apurou que, neste primeiro momento, tanto o Ministério da Educação como o setor responsável pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), estão elaborando relatórios da atual situação brasileira na área. Ficou agendada uma outra reunião com liderança indígenas e quilombolas para o próximo dia 13 de março, no qual serão detalhadas ações do governo federal.