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Projeto une indústria e sistema prisional para ampliar mercado de produtos artesanais

Parceria busca agregar qualidade e valor às peças produzidas por internos, fortalecendo a ressocialização e a geração de renda
O objetivo da reunião foi ampliar a aproximação entre o setor produtivo e o sistema prisional cearense. Foto: George Lucas/Ascom Fiec

Representantes do Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas de Homem e Vestuário no Estado do Ceará (Sindroupas), do Núcleo ESG da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP) se reuniram, na Casa da Indústria, para discutir o fortalecimento do projeto Arte em Cadeia.

O objetivo foi ampliar a aproximação entre o setor produtivo e o sistema prisional cearense, agregando design, qualidade e oportunidades de mercado aos produtos confeccionados por pessoas privadas de liberdade durante o processo de capacitação e ressocialização.

O projeto da SAP promove a qualificação profissional por meio da produção artesanal com resíduos reaproveitados pela indústria.

Entre os itens produzidos estão bolsas, tapetes, chaveiros e peças em crochê, macramê e patchwork.

A proposta debatida durante a reunião prevê fortalecer essa produção com o apoio da cadeia produtiva da confecção, ampliando seu potencial de comercialização.

A articulação do encontro ocorreu por iniciativa da diretoria do Sindroupas, representada pelo diretor financeiro, Paulo Aragão, e pela diretora de ESG, Danielle Tavares.

Também participaram a gestora do Núcleo ESG da Fiec, Alcileia Farias, além de integrantes da Coordenação de Inclusão Social do Preso e do Egresso da SAP.

FORTALECIMENTO

De acordo com Paulo Aragão, a proposta busca agregar valor aos produtos desenvolvidos nas unidades prisionais, tornando-os mais competitivos e ampliando as oportunidades de geração de renda e inclusão produtiva.

“Queremos contribuir para que esse trabalho deixe de ser visto apenas como um artesanato produzido por internos e passe a ser reconhecido como um produto de valor, com qualidade e potencial de mercado. A profissionalização desse processo fortalece a ressocialização e cria oportunidades reais para quem participa do projeto”, afirmou o gestor.

Além disso, o diretor ressaltou que a parceria entre a cadeia têxtil e o sistema prisional já apresenta resultados positivos em outras iniciativas.

Segundo Paulo Aragão, ações voltadas à produção industrial dentro das unidades prisionais registram baixos índices de reincidência entre os participantes, evidenciando a importância da qualificação profissional e do trabalho na reconstrução de trajetórias.

A gestora do Núcleo ESG da Fiec, Alcileia Farias, destacou que o encontro reforça a importância de iniciativas capazes de unir desenvolvimento econômico e responsabilidade social.

“Preparar internos do sistema prisional para o mercado de trabalho significa oferecer oportunidades concretas para que reconstruam suas vidas, contribuam para a economia e retomem o convívio social de forma digna. É um processo que beneficia não apenas quem participa, mas também suas famílias e toda a sociedade”, salienta Alcileia Farias.

PARCERIAS

Na avaliação da coordenadora adjunta de Inclusão Social do Preso e do Egresso da SAP, Rose Feitosa, a aproximação com o setor produtivo é estratégica para ampliar o alcance do projeto Arte em Cadeia.

“Nosso objetivo é construir parcerias com os sindicatos da cadeia têxtil para expandir o Arte em Cadeia. Queremos unir esforços para capacitar pessoas, transformar vidas e devolvê-las à sociedade com novas perspectivas, reduzindo as chances de retorno ao sistema prisional”, disse Rose Feitosa.