A indústria cearense apresentou um bom desempenho nos três primeiros meses do ano, segundo a pesquisa Sondagem Industrial, elaborada pelo Observatório da Indústria Ceará, centro de inteligência de dados da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A avaliação favorável foi celebrada pelo governador Elmano de Freitas (PT).
“Para o nosso orgulho, a indústria cearense mantém mais de 390 mil trabalhadores com carteira assinada e só em 2025 gerou quase 6 mil novas vagas. Além disso, as empresas incentivadas pelo Governo do Ceará já somam mais de 133 mil empregos formais. Nosso estado segue crescendo acima da média nacional, com mais investimentos, inovação e desenvolvimento”, destacou.
De acordo com o indicador Situação Financeira, a indústria cearense alcançou 52,7 pontos no primeiro trimestre de 2026, permanecendo acima da linha dos 50 pontos, superando inclusive o desenho nacional: 47,2 pontos. Esse resultado sinaliza uma percepção favorável por parte dos empresários, mesmo diante de um cenário de maior pressão sobre custos e crédito.
No que se refere à atividade industrial, o quesito de Evolução da Produção atingiu 54,9 pontos em março, evidenciando crescimento frente ao mês anterior. O avanço veio acompanhado de melhora no mercado de trabalho do setor, com o indicador de Evolução do Número de Empregados alcançando 51,9 pontos e retornando à zona de expansão.
“Pela primeira vez na história do Ceará, tem mais gente com carteira de trabalho assinada do que pessoa do Bolsa Família. Somos o maior polo calçadista do país. Somos o quarto maior produtor de aço do país. Nos últimos 12 meses, crescemos mais de 4% na indústria do estado do Ceará”, apontou o governador.
Outro destaque foi o nível de utilização da capacidade instalada, que atingiu 72%, acima da média nacional, indicando manutenção de um ritmo relevante de atividade industrial no estado.
O chefe do Executivo enxerga que os projetos de infraestrutura e logística devem impulsionar, ainda mais, o setor industrial no Ceará. “A Transnordestina, transposição do São Francisco, duplicação do Eixão das Águas para ter água para a indústria, o Ramal do Salgado, duplicação da BR-116, BR-222 e a 020 para ter logística, para as mercadorias circularem e irem a outros estados”, enumerou.
Também reforçou os empreendimentos que já estão sendo desenvolvidos no Estado, como o polo automotivo de Horizonte, os avanços em energia limpa e tecnologia, além da chegada dos data centers. “O Ceará vem se consolidando como referência no Brasil. A indústria já representa 86% das exportações cearenses e mostra a força de um estado que trabalha, produz e acredita no futuro”, completou.
