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3 mil pesquisadores e entidades discutem economia circular em Fortaleza

A expectativa é superar mais de três mil participantes
As atividades ocorrerão no ‘Centro Dragão do Mar, no Porto Dragão e na KUYA. Foto: Divulgação

Mais de três mil pesquisadores, profissionais e membros da sociedade civil são aguardados durante o III Fórum Nordeste de Economia Circular (FNEC), que desembarca na cidade de Fortaleza (CE), entre os dias 25 e 27 de março.

O diálogo sobre economia circular propõe discutir um modelo econômico que repensa a forma se produz, consome e descarta produtos. Em vez de um ciclo de vida breve, esse método transforma resíduos em novos recursos, incentivando o uso prolongado de materiais.

A expectativa para os três dias de evento em Fortaleza é superar os mais de três mil participantes presenciais, com programação híbrida e mais de 74 horas de atividades gratuitas, distribuídas entre 45 painéis temáticos, 14 plenárias e oito sessões especiais, além de workshops, mentorias e conferências principais.

As atividades ocorrerão no ‘Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura’, no ‘Hub Cultural Porto Dragão’ e na ‘KUYA – Centro de Design do Ceará’, equipamentos culturais estratégicos da capital cearense que reforçam o diálogo entre cultura, inovação e sustentabilidade.

Apresentado pelo Governo do Estado do Ceará e idealizado pelo Movimento Reinventando Futuros, o Fórum reúne governos, organismos internacionais, setor privado, universidades, lideranças territoriais, autoridades nacionais e internacionais.

Ano III do FNEC também traz episódios de podcast, gravados na KUYA com formato de plateia, convidados e com transmissão ao vivo para todo o país.

Principais convidados e eixos estratégicos

Entre as autoridades nacionais e globais que se farão presentes na nova edição, o Fórum traz nomes como Juliana Alves (Secretaria dos Povos Indígenas do Ceará – SEPINCE), Júlia Chade (ODS Brasil), André Melo (ICS), Nara de Lima (Rede Xique-Xique), Carolina Grottera (Subsecretária de Transformação Ecológica), Rebeca Wermont (liderança local responsável pela gestão de sustentabilidade do FNEC).

Além de figuras como Leonel Neto (PNUD), Carlos Mauricio Cordeiro Vega (Diretor Ministério do Ambiente e Energia da Costa Rica), Tatiana Caiado (GIZ), Lauro Chaves (UECE), Osmar Pontes (Citinova); propondo interações presenciais e híbridas entre o público e os participantes.

Foto: Heudes Regis

No ano de 2026, a curadoria está estruturada em dez eixos estratégico, os cinco primeiros são: economia circular e cidades sustentáveis (1); bioeconomia e desenvolvimento territorial (2); economia criativa e cultura regenerativa (3); economia solidária e inclusão produtiva (4); educação, inovação e juventudes (5).

Já os outros eixos se dividem em inovação aberta e metodologias sistêmicas (6); finanças para a transformação ecológica (7); caatinga — bioma, tecnologia e resiliência climática (8); cura, espiritualidade, memória e transformação (9); e água e saneamento como política climática (10).

Ceará como hub da economia circular

Reconhecido como o “primeiro estado do Nordeste em Sustentabilidade Ambiental”, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados, em 2023o Ceará vem fortalecendo estratégias de investimento em sustentabilidade, inovação e economia circular.

O estado se projeta nacionalmente como território estratégico na formulação e implementação de políticas públicas, soluções tecnológicas e modelos de desenvolvimento alinhados à transição ecológica e à circularidade produtiva.

Influência da Agenda 2030

Percorrendo todos os estados da região pelos próximos seis anos, a embaixadora do ‘Movimento Reinventando Futuros’Liu Berman, explica que o Ano III do FNEC está em conformidade com a ‘Agenda 2030’ da ONU, e se propõe a ser um ‘território-laboratório’ vivo na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Foto: Divulgação

“Nosso compromisso é que o Fórum gere entregas concretas até o final do ano, com legados institucionais, projetos implementados e pactos firmados no território. O grande marco de 2026 é a consolidação do FNEC como um laboratório vivo de articulação, onde políticas públicas, soluções práticas e desenvolvimento regional passam a caminhar de forma integrada e contínua”, ressalta Berman.

Diversidade e Inclusão

O compromisso com a ‘diversidade e inclusão’ integra o DNA do FNEC desde sua primeira edição, realizada em Salvador (BA), em 2023. Na edição em Fortaleza (CE), essa atuação é consolidada por meio do ‘Grupo de Trabalho (GT) de Diversidade e Inclusão’.

A presença de lideranças femininas, povos indígenas, juventudes, catadores, empreendedores periféricos e territórios tradicionais revela o entendimento do Fórum acerca da economia circular associada à equidade territorial, justiça social e inclusão produtiva.

Foto: Pedro Souza

O evento possui patrocínio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) e da GIZ (Agência Alemã de Cooperação Internacional).

A iniciativa conta também com a parceria estratégica e institucional do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), do Pacto Global da ONUICS (Instituto do Clima e Sociedade), do Ministério da Fazenda, do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), do Consórcio Nordeste e o Selo ODS Brasil.