O Nordeste fechou 2025 com saldo positivo de 347.940 empregos formais, resultado da diferença entre admissões e desligamentos ao longo do ano, segundo análise da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta semana.
O desempenho equivale a uma média de aproximadamente 28,9 mil empregos líquidos por mês e coloca o Nordeste atrás apenas do Sudeste, confirmando trajetória contínua de expansão do mercado de trabalho após saldos de 293.465 vagas em 2023 e 327.232 em 2024.
O cenário nacional também apresentou resultado positivo em 2025, com saldo de quase 1,3 milhão de empregos formais criados em todo o País.
DESTAQUE ESTADUAL
Entre os estados nordestinos, Bahia, Pernambuco e Ceará lideraram a geração de empregos em 2025, com saldos de 94.380, 72.565 e 49.184 postos, respectivamente. Esses números correspondem a 27,1%, 20,8% e 14,1% das vagas criadas na Região ao longo do ano.
Na sequência, apareceram Maranhão (31.713), Paraíba (31.043), Piauí (21.022), Alagoas (16.706), Rio Grande do Norte (15.870) e Sergipe (15.457).
A distribuição dos resultados mostra avanço disseminado, ainda que em ritmos diferentes, entre as unidades federativas nordestinas.
FORÇA DOS SERVIÇOS
O setor de serviços respondeu por 55,4% das novas vagas geradas no Nordeste em 2025, consolidando-se como principal motor do mercado de trabalho regional.
O comércio concentrou 17,5% do saldo, seguido pela construção civil, com 14,1%, e pela indústria, responsável por 11,3% dos novos postos.
A agropecuária apresentou participação mais modesta, equivalente a 1,7% das vagas criadas ao longo do ano.
DESEMPENHO POR SETOR
Nos recortes estaduais, os serviços tiveram peso especialmente elevado na Paraíba, em Alagoas e na Bahia, onde responderam por 77,1%, 67,1% e 57,7% do saldo anual de empregos, respectivamente.
No comércio, os maiores destaques foram Rio Grande do Norte, Maranhão e Sergipe, com participações aproximadas de 29,7%, 27,9% e 25,7% do saldo estadual.
A indústria apresentou desempenho mais expressivo no Rio Grande do Norte, concentrando 31,7% das vagas criadas no estado. Bahia (15,7%), Ceará e Piauí (ambos com 11,9%) e Pernambuco (10,2%) também registraram participações relevantes, enquanto Alagoas e Sergipe tiveram saldo negativo no setor.
CONSTRUÇÃO E AGRO
Na construção civil, Sergipe e Pernambuco lideraram, com 25,8% do saldo de empregos em cada estado, seguidos por Ceará (19,3%), Piauí (18,3%) e Alagoas (14,9%).
Na agropecuária, o maior peso ocorreu no Rio Grande do Norte, responsável por 6,88% do saldo de novos postos, com registros positivos também no Ceará (4,18%), Piauí (3,59%), Bahia (2,43%) e Alagoas (0,61%). Nos estados de Sergipe, Maranhão e Paraíba, os resultados foram negativos.
DEZEMBRO
O último mês de 2025 apresentou retração, reflexo da sazonalidade típica do período pós-festas. O Nordeste registrou saldo negativo de 59.734 empregos, equivalente a 9,7% dos 618.164 postos fechados no País em dezembro.
Centro-Oeste, Sul e Sudeste responderam, respectivamente, por cerca de 9,8%, 22% e 53,5% do saldo negativo nacional. “Todas as unidades da Federação refletiram o reequilíbrio natural após o pico do comércio e serviços”, analisou o economista da Sudene Miguel Vieira.
