Os bares e restaurantes do Ceará começam 2026 com expectativa positiva de crescimento. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), realizado entre 15 e 23 de dezembro do ano passado, indica que 69% dos empresários do setor esperam faturar mais no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025.
A comparação com o último trimestre de 2025 também reforça o cenário otimista. Nesse recorte, 63% dos entrevistados projetam crescimento, enquanto 20% esperam estabilidade e 17% preveem queda no faturamento.
O fechamento de 2025 contribuiu para esse sentimento mais favorável. Em novembro, 40% das empresas operaram com lucro, outras 40% registraram estabilidade e 19% tiveram prejuízo, o que aponta redução do número de negócios em situação negativa.
CENÁRIO FINANCEIRO
Os dados mensais de faturamento indicam melhora no desempenho recente. Em novembro, 39% dos estabelecimentos relataram aumento da receita em relação a outubro, 36% mantiveram estabilidade e 23% registraram queda.
O comportamento dos preços também revela limitações enfrentadas pelo setor. Entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, 63% dos estabelecimentos reajustaram os cardápios conforme ou abaixo da inflação, enquanto apenas 5% aplicaram aumentos acima do índice.
No mesmo período, 32% dos negócios não realizaram qualquer reajuste. Esse dado evidencia as dificuldades para repassar custos e preservar as margens de lucro em um ambiente econômico ainda pressionado.
DESAFIOS ATUAIS
A avaliação da Abrasel aponta um setor resiliente, mas ainda marcado por entraves estruturais. Apesar da melhora nos indicadores, parte significativa dos negócios segue operando no limite financeiro.
Segundo a presidente da Abrasel no Ceará, Taiene Righetto, os números revelam confiança no início de 2026, mas também alertam para desigualdades na retomada. A dirigente destaca que muitos empresários enfrentam dificuldades para repassar custos e manter a sustentabilidade das operações.
Para Taiene Righetto, o cenário reforça a necessidade de atenção do poder público. A dirigente defende diálogo e políticas que apoiem um setor responsável por gerar empregos, renda e movimentar a economia diariamente no estado.
