O prefeito de Ocara Leonildo Farias (PSB) revelou, nesta quinta-feira (27), que estudos preliminares estão sendo realizados para indicar a viabilidade da exploração de cobalto, o chamado “ouro azul”, no seu Município. Recentemente, um estudo realizado pelo Departamento de Geologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) mostrou alto teor do minério, considerado raro, em depósitos de manganês em solo cearense.
Presente, por exemplo, em baterias de carros elétricos, item em alta na indústria automobilística, o cobalto tem grande risco de esgotamento no planeta. Hoje, a República Democrática do Congo (RDC) é a maior produtora mundial e detém mais de 50% das reservas globais do mineral. Por isso, o estudo publicado pela UFC gerou grande expectativa.
Em território brasileiro, foram identificados cinco depósitos, sendo o de Lagoa do Riacho, em Ocara, o que apresentou as maiores concentrações médias do minério. “O depósito de Lagoa do Riacho mostrou concentrações que merecem atenção do ponto de vista exploratório”, apontou o professor Felipe Holanda dos Santos.
O gestor informou ao Opinião CE que, atualmente, uma mineradora e a própria UFC seguem fazendo estudos complementares para avaliar a viabilidade de exploração econômica. “Os estudos estão acontecendo e vão continuar no decorrer de 2026. Se tudo der certo e for viável economicamente, Ocara terá destaque especial na questão mineral nos próximos anos”, projeta Leonildo Farias, que estima que isso possa acontecer a partir de 2027.
O prefeito também lembrou o crescimento do polo automotivo em Horizonte, que fica próximo do seu município, com distância aproximada de apenas 50 quilômetros. “Isso vai trazer um novo patamar econômico para a região que entra, não só a questão automobilística, mas outros potenciais, como é o caso da indústria de peças, a exploração mineral”, enumerou.
Conforme a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), mais de 17 milhões de carros elétricos foram vendidos no mundo em 2024, um incremento de 25% em relação ao ano anterior. Já no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o emplacamento de veículos eletrificados subiu 89% em relação a 2023.
