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Tarifas de Trump preocupam indústria e agro

Confederação Nacional da Indústria (CNI) alerta para impactos negativos no setor

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) demonstrou preocupação com a nova proposta dos Estados Unidos de imposição das tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, anunciadas pelo presidente Donald Trump. Em nota divulgada nas redes sociais, a instituição defendeu a intensificação de negociações bilaterais para preservar a histórica relação comercial entre os dois países.

“A imposição de 50% de tarifas sobre o produto brasileiro por parte dos Estados Unidos foi recebida com preocupação e surpresa pela CNI. Para a instituição, a prioridade deve ser intensificar a negociação com governo de Donald Trump para preservar a relação comercial histórica e complementar entre os países”, afirmou a entidade.

A CNI também divulgou dados preliminares de uma consulta feita com empresas brasileiras que exportam para os EUA.

“Resultados preliminares de consulta realizada pela instituição indicaram que um terço das empresas respondentes que exportam bens e/ou serviços aos EUA tiveram impactos negativos nos seus negócios. O levantamento foi realizado entre os meses de junho e início de julho, ainda no contexto da tarifa básica de 10% e demais medidas comerciais setoriais”, informou.

Confira o posicionamento:

 

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Até o momento, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) não se manifestou oficialmente sobre o tema. O setor agropecuário é um dos mais expostos ao mercado americano e também pode sofrer impactos com a imposição das tarifas.

Apoio ao setor

O deputado federal José Guimarães (PT), líder do governo na Câmara, demonstrou apoio ao setor, em seu discurso sobre as tarifas, na tribuna da Câmara dos Deputados, destacando o risco que a medida representa para a indústria nacional e a soberania do país. Em vídeo publicado no Instagram, o parlamentar reforçou a disposição do Brasil para reagir à altura.

O deputado também ressaltou que a crise não afeta apenas o Brasil e defendeu união internacional contra a postura de Trump:

“Há que se ter uma união internacional de vários países, porque o que está em jogo é uma potência querendo mandar de forma autoritária no mundo. E o Brasil não pode se submeter a essa ação que pode comprometer a indústria brasileira, os produtos brasileiros e as nossas exportações”.

Guimarães ainda completou:

“Por isso que o governo brasileiro vai reagir, já está reagindo, e tomará todas as medidas para enfrentar essa crise que o governo americano abre contra vários países, especialmente contra o Brasil. Não tem esse direito, e aqueles que se associam a essa tentativa de golpe contra a economia brasileira, dos americanos, não podem receber da nossa parte qualquer respeito”, concluiu.

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