O estado do Ceará mais que dobrou a exportação de rochas ornamentais na comparação entre janeiro e maio de 2024 e os cinco primeiros meses deste de 2025. Se no ano passado o Estado exportou US$ 14,3 milhões – cerca de R$ 79,2 milhões -, no mesmo período deste ano, a exportação foi de US$ 32,4 milhões – cerca de R$ 179,6 milhões -, representando um crescimento de 126,9%.
Os dados foram elaborados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), por meio do estudo setorial Comex Rochas Ornamentais.
Com esse desempenho, de acordo com o levantamento, o Ceará passou a ocupar a terceira posição entre os estados brasileiros que mais exportam rochas ornamentais, atrás apenas do Espírito Santo (US$ 507 milhões) e de Minas Gerais (US$ 50,6 milhões). O crescimento da exportação cearense consolidou o setor como um dos mais dinâmicos da pauta exportadora do Estado.
A participação das rochas ornamentais nas exportações totais do estado já havia aumentado de 1,7% em 2023 para 2,8% em 2024. Somente entre janeiro e maio de 2025, o setor já representa 4,2% das vendas externas do Ceará.
O quartzito foi o principal produto exportado no período, movimentando US$ 22,3 milhões, equivalente a 69% do total exportado pelo setor. O crescimento de 168,4% em relação ao mesmo intervalo de 2024 reflete a valorização do material no mercado internacional, bem como a ampliação da demanda e da capacidade produtiva.
A expansão das exportações cearenses foi impulsionada por três grandes mercados: Itália, Estados Unidos e China. A Itália liderou as compras, com US$ 18,2 milhões (56% do total exportado) e crescimento de 121,1% em relação a 2024. Em segundo lugar, os Estados Unidos adquiriram US$ 7,6 milhões em rochas ornamentais (23% do total), com crescimento equivalente. A China, por sua vez, apresentou o maior crescimento proporcional: US$ 5,1 milhões em compras, alta de 175%.
A interiorização das exportações também é um fator relevante. Uruoca, no Sertão de Sobral, lidera o ranking de municípios exportadores com US$ 8,7 milhões em vendas e aumento de 219,5%. Em seguida, aparecem Caucaia (US$ 5,2 milhões, +122%) e Santa Quitéria (US$ 3,3 milhões, +37,3%).
MAIS DE 70 EMPRESAS ATUAM NO CEARÁ
Segundo o Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran), mais de 70 empresas atuam presentemente na pesquisa e extração de rochas ornamentais no Ceará. O número é cinco vezes maior do que o registrado há dez anos.
Para a gerente do CIN, Karina Frota, a singularidade das rochas locais é um dos diferenciais que colocam o estado em posição de destaque internacional. “O Ceará é destaque na exportação de rochas ornamentais, principalmente daquelas ricas em sílica. Além disso, temos rochas exclusivas no Estado, o que torna o Ceará globalmente competitivo”, afirma.
Carlos Rubens Alencar, presidente do Simagran, complementa destacando o valor comercial das rochas cearenses: “O Ceará é a principal fronteira atual das pedras naturais e produz a rocha mais desejada do mundo atualmente, o Quartzito Taj Mahal, produzido com exclusividade pela Vermont Mineração”.
De acordo com ele, a região noroeste do estado vem desenvolvendo um importante polo de produção e além do Quartzito Taj Mahal, produz diversos outros Quartzitos, como o Perla Venata, Matira, Nayca, Avohai, Perla Santana, Taj Gang e Perla Murano, que também estão fazendo bastante sucesso mundialmente.
