A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, voltou a defender nesta quinta-feira (27), no Rio de Janeiro, a política de preços adotada pela companhia, que leva em conta custos locais.
Depois da divulgação do relatório de desempenho de 2024, que apontou redução do lucro líquido de R$ 124,6 bilhões para R$ 36,6 bilhões, houve questionamentos sobre o impacto da venda de gasolina e óleo diesel abaixo dos preços praticados no mercado internacional. Magda Chambriard rejeitou a tese de que a política tenha tido influência no resultado.
“A gente olha a paridade internacional, os custos de importação e exportação e a capacidade de absorção do nosso público no mercado. Tudo isso faz parte do preço que a gente pratica. Não adianta cobrar 200 dólares pelo barril. Ninguém vai comprar. Seguimos nossa política. Os investidores e os conselheiros de administração estão satisfeitos. Quando a coisa descolou um pouco, logo no começo deste ano, a gente aumentou o preço do Diesel. O que praticamos gera valor para a companhia e para a sociedade”, salientou a presidente da Petrobras.
VARIAÇÃO CAMBIAL
Magda Chambriard reforçou, sobre o desempenho de 2024, que todo mundo esperava um lucro maior, mas que a variação cambial foi a principal responsável pelos resultados. Ela apontou para a expectativa de um lucro maior no primeiro trimestre de 2025, dado o retrocesso na desvalorização do real e o avanço na produção de petróleo.
“Temos no horizonte um gigante para desenvolver que é o Campo de Búzios. Temos o Campo de Tupi, que produz 850 mil barris por dia. O Campo de Búzios será o maior do Brasil. Em 2030, é esperada uma produção de 2 milhões de barris por dia. Algo singular no mundo. Campo superior ao de muito país produtor e exportador de petróleo. A Petrobras tem a fortuna de ter descoberto e poder desenvolver campos como esse e outros do pré-sal”, ressaltou a gestora.
Durante entrevista coletiva na cidade do Rio de Janeiro, diretores da Petrobras foram questionados sobre uma suposta rejeição dos técnicos do Ibama ao pedido de exploração de petróleo na Bacia Foz do Amazonas.
A informação de que o parecer foi concluído nesta sexta-feira, com resposta negativa para a Petrobras, foi publicada por alguns veículos de comunicação. A diretora-executiva de Assuntos Corporativos da Petrobras, Clarice Coppetti, disse que não há até o momento nenhum dado do tipo no sistema do Ibama.
“Estamos aguardando o resultado e estamos confiantes de que atendemos integralmente os manuais do Ibama. É o maior plano de respostas a emergências no planeta. Não tem nada similar no mundo. Estamos muito confiantes nos nossos técnicos e nos do Ibama. E sabemos que, dentro do Ibama, depois do parecer técnico, ainda há um caminho longo até a decisão final do instituto”, destacou Clarice Coppetti.
Com informações da Agência Brasil.
