A maioria dos microempreendedores individuais (MEIs) está otimista com a economia brasileira para o próximo ano. Segundo levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 65% dos MEIs acreditam que 2025 será melhor do que 2024. Além disso, 68% pretendem adotar uma nova estratégia para estimular as vendas. De acordo com o levantamento, 37% dos microempreendedores individuais consideraram que 2024 foi um ano melhor para o seu negócio do que foi 2023.
Ainda conforme a pesquisa, 30% acreditam que este ano foi pior do que 2023, enquanto 26% acreditam que o ano foi igual ao passado. Em relação aos setores, o que teve o sentimento mais positivo foi a Indústria, com 41% acreditando que o ano foi melhor que o anterior. Os setores de Serviços e Comércio tiveram 37% e 35%, respectivamente.
Segundo Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional, os números são extremamente promissores e indicam que o empreendedor brasileiro se mantém positivo apesar da alta da taxa Selic. “O volume recorde de empregos, o fortalecimento do poder de compra das famílias, a retomada da indústria nacional são apenas alguns dados que animam o dono do pequeno negócio a se manter acreditando na economia brasileira e na melhoria das suas empresas”, comentou.
De acordo com o presidente, os 68% dos microempreendedores entrevistados que disseram pretender adotar novas estratégias em 2025 para estimular as vendas confirma a expectativa de melhora. Essa perspectiva é maior entre os MEI do Comércio (71%), seguidos pelo setor de Serviços (70%) e Indústria (61%). As estratégias mais citadas foram: investir em propaganda, aumentar a variedade de produtos e serviços, investir em cursos e treinamentos, reduzir preços ou oferecer descontos e ainda aumentar os prazos de vendas ou oferecer parcelamentos. “Esses números são a expressão daquilo que o empreendedor brasileiro é em sua essência: alguém que acredita no Brasil e que acorda todos os dias para colocar a economia em movimento”, destacou Lima.
CEARÁ
Um levantamento inédito realizado pelo Sebrae e divulgado em novembro indica que 72% dos empreendedores cearenses, ou seja, 7 a cada 10, consideram que a formalização como MEI contribuiu para a ampliação de suas vendas. Na pesquisa feita no Ceará, foram ouvidas 231 pessoas, entre 10 de junho e 5 de julho deste ano, com índice de confiança de 95%. A amostra indica que 91% dos MEIs estão em atividade no Estado.
“Os números provam que, na verdade, quando um negócio é formalizado, ele permite que possam acessar novos mercados. Eu começo a comprar o meu produto, a minha matéria-prima de fornecedores diferentes e adquirir minha mercadoria em quantidades diferentes do que costumava adquirir como pessoa física. Quando eu tenho o negócio formalizado, eu tenho a possibilidade de emitir nota fiscal do meu produto e dos meus serviços. Em muitos empreendimentos, só podem contratar ou comprar mercadoria se tiver a nota fiscal. Então, quando um negócio é formalizado e tem a possibilidade de emitir nota fiscal isso abre muitas portas para o empreendimento. Ele deixa de vender apenas para o consumidor final e permite que possa vender para outras empresas, ou até mesmo para o Governo”, explicou ao OPINIÃO CE, à época, o analista de negócios do Sebrae-CE, Alan Girão.
Outra característica apontada na pesquisa diz respeito ao perfil profissional dos MEI antes da formalização. Conforme o Sebrae, 51% dos cearenses trabalhavam como empregados com carteira assinada, 14% eram empregados sem carteira assinada, 17% eram empreendedores informais, 6% donas de casa, 5% servidores públicos e 5% estudantes. Além disso, o levantamento mostra que 47% dos formalizados como MEI no Ceará continuaram no mesmo ramo de atividade de quando eram empregados formais.
