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Ceará emplaca mais de 2 mil carros elétricos em setembro; motoristas devem ficar atentos as manutenções

No Brasil, a previsão é de 150 mil veículos elétricos emplacados até o fim do ano, aponta a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE)
A maioria foi registrada na capital de Fortaleza (1.448), Eusébio (64) e Caucaia (60). Foto: Divulgação/ LS Centro Automotivo

No mês de setembro deste ano, pelo menos 79 dos 184 municípios cearenses tiveram emplacamentos de carros elétricos com fonte externa. No período de 30 dias, foram 2.098 veículos. A maioria foi registrada em Fortaleza (1.448), seguida por Eusébio (64) e Caucaia (60). Nos outros municípios da lista, boa parte emplacou apenas um veículo elétrico. Os proprietários precisam estar atentos a manutenções obrigatórias, como troca de lubrificante, filtro de ar da cabine, fluído de freio, sistema de suspensão, fechaduras, dobradiças, palhetas dos limpadores e borrachas de vedação.

Conforme o Ministério dos Transportes, veículos elétricos começaram a ser emplacados no Brasil ainda no ano 2000, sendo uma caminhonete, 54 ônibus com fonte interna, um ônibus com fonte externa, um reboque e cinco tratores de rodas. O primeiro automóvel foi emplacado no ano seguinte, que encerrou com 14 emplacamentos. Em 2024, de janeiro a setembro, foram emplacados 122.548 veículos eletrificados no País (carros elétricos e híbridos), um crescimento de 113% em relação ao mesmo período de 2023. A previsão é de 150 mil veículos elétricos emplacados até o fim do ano, conforme a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Para o especialista automotivo há mais de 20 anos na área, Leonardo Mendonça, além de observar os custos na hora da escolha do carro, há diversos detalhes importantes que devem passar periodicamente por manutenção. 

“Vários clientes da oficina buscam mais informações sobre a manutenção dos carros elétricos, que por estar ganhando espaço no mercado gradativamente, as dúvidas são muitas e requer investimento alto para atender essa demanda que ainda é pequena. É necessário um scanner para medir a vida útil da bateria, um outro equipamento específico para avaliar o motor elétrico e também verificar o pneu. Por conta do peso da bateria, que pode chegar a quase um terço do peso do veículo, os pneus precisam ser mais resistentes até para a absorção de impactos”, explicou Mendonça. 

RISCOS

Embora sejam avançados em tecnologia, os riscos à saúde do automóvel devem ser considerados. As montadoras não recomendam rebocar um carro elétrico antes de consultar o manual do veículo, já que pode haver o risco de danificar componentes eletrônicos como a bateria, que pode ficar sobrecarregada devido ao esforço da translação. Além disso, os motoristas devem ter atenção quanto a legislação, por exemplo, o Código de Trânsito Brasileiro, com base no artigo 180, considera infração ficar em “pane seca” por conta de bateria.

Outro detalhe importante é em relação ao contato das baterias de íons de lítio com a água salgada, que pode resultar em incêndios, como ocorreu em veículos do sudoeste dos Estados Unidos, durante a passagem dos furacões Helene e Milton.

Leonardo Mendonça destaca outros detalhes importantes que devem ser observados pelo consumidor: 

  • No Brasil, inclusive no Ceará, a rede de carregamento de carros elétricas é limitada
  • Os carros elétricos no Brasil possuem autonomia de 250 a 400 quilômetros, desde que a velocidade esteja em 70 km/h
  • A bateria deve ser recarregada quando estiver entre 20 e 30% da carga restante
  • Acelerações e frenagens constantes consumirão mais bateria
  • Garantia de outros componentes pela montadora, desde multimídia até itens periféricos, possui prazos menores, variando de seis meses até três anos