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Lula sanciona isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos

Projeto de Lei sancionado aumenta isenção da tabela do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos por mês
Foto: Agência Brasil/Paulo Pinto

Durante ato com trabalhadores na zona leste de São Paulo, nesta quarta-feira (1º de maio), o presidente Lula (PT) sancionou o Projeto de Lei (PL) que corrige a tabela do Imposto de Renda, aumentando a isenção para quem recebe até dois salários mínimos por mês. Em seu discurso, Lula reafirmou o seu compromisso de campanha e disse que até 2026 a isenção será ampliada para quem ganha até R$ 5 mil mensais.

“Esse país vai tratar com muito respeito 203 milhões de homens e mulheres que moram nesse país. A economia brasileira já voltou a crescer, o salário já voltou a crescer, o imposto de renda eu prometi para vocês que até o final do meu mandato, até R$ 5 mil as pessoas não pagarão imposto de renda. E estou dizendo para vocês a palavra continua em pé”, revelou o presidente.

Lula destacou, ainda, a articulação dos seus ministros com o Congresso Nacional na aprovação de medidas de interesse do Governo. “Foi assim que nós fizemos, pela primeira vez no momento de democracia, a reforma tributária em que a gente vai despenalizar a pessoa de classe média que paga muito e fazer com que o muito rico pague um pouco do Imposto de Renda nesse país porque só o pobre é que paga. Nessa proposta de Imposto de Renda todo o alimento da cesta básica será desonerado e não terá Imposto de Renda sobre comida do povo trabalhador desse país”.

DESONERAÇÃO DA FOLHA

Ainda no ato, o presidente voltou a criticar a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia. Segundo ele, “não haverá desoneração para favorecer os mais ricos”. O Congresso Nacional aprovou, no fim do ano passado, o PL da desoneração que prorroga, até 2027, a troca da contribuição previdenciária de 20% da folha por uma alíquota entre 1% e 4,5% sobre a receita bruta de empresas de 17 setores da economia. O projeto também cortou de 20% para 8% a alíquota das contribuições ao INSS por parte dos municípios com até 156 mil habitantes.

“A gente faz desoneração quando o povo pobre ganha, quando o trabalhador ganha, mas fazer desoneração sem que eles sequer se comprometam a gerar um emprego, sem que eles sequer se comprometam a dar garantia para quem está trabalhando. Eu quero dizer que no nosso país não haverá desoneração para favorecer os mais ricos e, sim, para favorecer aqueles que trabalham e que vivem de salário”, disse Lula.

Em dezembro do ano passado, Lula vetou o projeto de lei da desoneração, mas o Congresso derrubou o veto do presidente. O governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal e a ação tem o placar de 5 a 0 na Corte para suspender a desoneração. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é preciso encontrar um caminho para evitar prejuízos à Previdência Social. “A receita da Previdência é sagrada para pagar os aposentados. Não dá para brincar com essa coisa”, disse Haddad.

Com informações da Agência Brasil.