O Ceará foi o segundo estado do Nordeste com maior geração de empregos em 2023, atrás apenas da Bahia. De janeiro a dezembro do ano passado, foram gerados 53.954 empregos no Estado. O destaque ficou para o terceiro trimestre, no qual foram gerados 26.860 empregos, quase metade do número anual. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Novo Caged, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No âmbito nacional, o Brasil alcançou 1.483.598 novos postos de trabalho em 2023.
No Estado, foram 560.214 admissões contra 506.260 desligamentos, números que chegam ao saldo de quase 54 mil. Em dezembro, no último mês do ano, no entanto, o saldo não foi positivo. No período, foram 35.081 admissões e 38.806 desligamentos, o que resulta no saldo negativo de 3.725. Confira o resultado no Ceará, mês a mês.
- Dezembro de 2022: -8.601;
- Janeiro: -2.085;
- Fevereiro: 4.607
- Março: 4.582
- Abril: 3.973
- Maio: 3.198
- Junho: 6.518
- Julho: 5.992
- Agosto: 10.760
- Setembro: 10.108
- Outubro: 6.072
- Novembro: 3.954
- Dezembro de 2023: -3.725
Entre as Unidades Federativas (UFs), além de aparecer na segunda posição entre as nordestinas, o Ceará é a sétima do País. O Estado está atrás de São Paulo (390,7 mil), Rio de Janeiro (160,6 mil), Minas Gerais (140,8 mil), Paraná (87,6 mil), Bahia (71,9 mil) e Santa Catarina (62,7 mil).
ÂMBITO NACIONAL
No Brasil como um todo, segundo o Novo Caged, o saldo foi de 1.483.598 novos postos de trabalho. No acumulado de 2023, foram 23.257.812 admissões e 21.774.214 desligamentos. O saldo positivo pôde ser observado, aliás, em todas as cinco regiões e todas as 27 UFs. Do total de novas vagas geradas, 255.383 (17,2%) são caracterizadas como não típicas, com predominância de trabalhadores com menos de 30 horas e intermitentes.
O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de serviços, com um saldo de 886.256 postos de trabalho, com destaque para informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (380.752) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (204.859).
O segundo maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de comércio, com um saldo de 276.528 postos de trabalho, explicado pela forte aceleração do setor no quarto trimestre, tendo o comércio varejista de mercadorias, em geral, supermercados, gerado 39.042 vaga, Minimercados gerou 13.967 vagas, além do comércio de combustíveis para veículos, que gerou 15.002 postos no ano. A construção civil, com um saldo de 158.940, ficou em terceiro, seguido pela indústria, que gerou 127.145 postos de trabalho, e pela agropecuária, com 34.762 postos de trabalho gerados no ano.
Os resultados mostram ainda que a geração de empregos alcançou mais homens (840.740 postos) do que mulheres (642.892 postos). Para a população com Deficiência, o saldo foi de 6.388 postos de trabalho, um crescimento de 40,1% em relação ao de 2022. No quesito raça/cor, houve evolução do número de declarações preenchidas ao longo de 2023. A maior geração de vagas no ano foi para pardos (+682.072), seguido por pretos (+136.934), brancos (+135.441), amarelos (+42.391) e, por fim, indígenas (+1.539). O salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.026,33, apresentando estabilidade com leve redução de R$ 6,52 quando comparado com o valor corrigido de novembro (R$ 2.032,85). Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o ganho real foi de R$ 40,17 (+2,0%).
