O Ceará é o estado nordestino com maior número de empregos gerados em julho, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, 30. No período, foram criadas 6,4 mil vagas de emprego com carteira assinada. Na segunda posição regional está a Bahia, com 5.180 empregos formais, seguida por Pernambuco (4.401) e Piauí (3.729). Esta é a primeira vez no ano que o Ceará lidera no Nordeste a geração de postos formais de trabalho.
Em live semanal nesta quarta, o governador Elmano de Freitas (PT) também comemorou os dados. “Para a nossa a alegria, o Ceará também tem a maior média salarial do Nordeste (R$ 1.837). Quero mandar um abraço a todos os trabalhadores e trabalhadoras, e também aos investidores, que geram essas oportunidades”, disse. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o Ceará soma 27,5 mil vagas de saldo e ocupa a segunda posição da região, ficando abaixo da Bahia (56 mil), no período. No ranking nacional, o Ceará ocupa a 6ª colocação. O líder na geração de empregos é São Paulo, com 43.331 postos, seguido de Rio de Janeiro (12.710), Minas Gerais (12.353), Paraná (7.184) e Pará (6.938).
VEJA O RANKING DA REGIÃO
- Ceará: 6.490
- Bahia: 5.180
- Pernambuco: 4.401
- Piauí: 3.729
- Rio Grande do Norte: 3.531
- Paraíba: 3.477
- Maranhão: 2.586
- Alagoas: 2.169
- Sergipe: 492
FORTALEZA
Já entre as capitais do Nordeste, Fortaleza segue na liderança, com folga. Em julho, foram criados 3,2 mil empregos no mercado fortalezense, quase o dobro da segunda colocada no ranking, Recife (1.626). Considerando o intervalo de janeiro a julho, Fortaleza soma 16,2 mil empregos gerados – 60% dos novos postos de trabalho do Ceará.
- Fortaleza: 3.209
- Recife: 1.626
- Teresina: 1.068
- Salvador: 1.010
- João Pessoa: 858
- São Luís: 687
- Maceió: 195
- Natal: 37
- Aracaju: 3
BRASIL
Em todo o País, foram 142.702 postos de trabalho em julho, saldo puxado pelo setor de serviços, que gerou 56.303 postos (39%) e comércio, com 26.744 postos (19%). No acumulado do ano, são 1,16 milhão de postos de trabalho, saldo positivo nos cinco grupamentos econômicos avaliados e em 26 das 27 Unidades da Federação. No último mês, todos os grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. No Comércio, o destaque foi o setor varejista de produtos farmacêuticos (3.554) e mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios, entre eles supermercados (2.419) e minimercados (1.704). A Construção Civil teve saldo positivo de 25.423 postos e a Indústria, de 21.254 postos no mês de julho.
