O e-commerce se tornou um hábito comum entre os consumidores brasileiros e cearenses e, não à toa, os números do ano de 2022 mostram que o país se destaca nesse mercado. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), apenas em 2023, o e-commerce deve movimentar cerca de R$ 185,7 bilhões. As previsões para os próximos anos também são positivas. A ABComm projeta um faturamento de R$ 205 bilhões em 2024, subindo para R$ 225 bilhões em 2025. As estimativas continuam em ascensão, com R$ 248 bilhões e R$ 273 bilhões previstos para 2026 e 2027, respectivamente.
Diante desse crescimento, a área de logística voltada para o e-commerce tem chamado a atenção de especialistas e empresas. Robson Rangel, analista de Negócios do Sebrae, elenca o que precisa ser feito para que o negócio no e-commerce tenha o efeito desejado.
“Ganhar dinheiro na internet por meio do e-commerce é uma oportunidade promissora, mas também apresenta seus desafios. O empresário deve estar atento a várias áreas referentes à gestão do seu negócio, principalmente às relacionadas ao produto e ao atendimento ao cliente. Ele deve fornecer informações concretas e verdadeiras sobre os produtos e serviços que oferece e prestar um atendimento satisfatório para os seus clientes”, explica Robson.
Para ter sucesso nesse canal, segundo o especialista, o empresário pode seguir alguns passos, como fazer o planejamento e a plataforma. “Comece com uma pesquisa de mercado para identificar tendências, público-alvo e concorrentes. Defina sua proposta de valor e estratégia de precificação. Evite tomar decisões baseadas apenas em ‘achismos’ e sem dados concretos sobre o seu público-alvo e o mercado”, aconselha.
Depois disso, é preciso escolher a plataforma que atenda às necessidades da empresa. “Plataformas populares incluem Shopify, WooCommerce (para WordPress), Magento, entre outras. Evite escolher uma plataforma baseada apenas nos custos, avaliando outros itens como a disponibilização dos produtos no site, opções de envio, de pagamento, canal de atendimento ao cliente, etc”, acrescenta o analista.
Design e usabilidade também é importante para o empresário ter em mãos. “Crie uma loja virtual atraente, fácil de navegar e responsiva em dispositivos móveis. A experiência do usuário é crucial para o sucesso. Evite um ambiente poluído, seja com muitas cores ou com itens que tornem a navegação do visitante ruim”.
GESTÃO DE PRODUTOS E MARKETING
A comunicação digital é um dos pilares para que haja um sucesso em crescimento da empresa. É importante, por exemplo, adicionar produtos com descrições detalhadas e imagens de qualidade e manter o catálogo atualizado. Além disso, as informações que tornem o seu produto atrativo devem estar claras, informando principalmente o problema que ele vai resolver e qual seus diferenciais para os que já existem no mercado.
Em relação ao marketing digital, Robson dá detalhes: “invista em estratégias de marketing como SEO, mídia social, e-mail marketing e até mesmo anúncios pagos para direcionar tráfego para sua loja. Evite investir em anúncios sem conhecer o seu público-alvo, pois as campanhas poderão ter resultados insatisfatórios”, salienta.
PROTEÇÃO E LEIS
Em relação às regras, é fundamental seguir a legislação vigente relacionada a vendas on-line, proteção de dados e direitos do consumidor. “Evite práticas enganosas, como informações falsas sobre produtos”, pontua Robson. A legislação referente às vendas online varia de acordo com o país e região. É importante estar ciente das obrigações fiscais, direitos do consumidor e leis de privacidade de dados.
“Muitos países têm órgãos reguladores que monitoram as atividades de comércio eletrônico para garantir a conformidade. A melhor forma de se blindar contra crimes virtuais envolve: segurança da informação, proteger dados sensíveis do cliente por meio de criptografia e medidas de segurança cibernética; políticas claras: tenha termos de uso, política de privacidade e políticas de reembolso bem definidas e visíveis em seu site; prevenção de fraudes: utilize ferramentas de verificação de fraude e autenticação de pagamento“, orienta Robson.
O analista, por fim, aconselha ao empresário saber das principais ameaças cibernéticas e as atualizações de proteção contra o problema.
“Mantenha-se informado sobre as últimas ameaças cibernéticas e atualize regularmente suas medidas de segurança. Lembrando que, embora essas orientações sejam úteis, é aconselhável consultar profissionais de direito, segurança cibernética e finanças para obter orientações específicas para o seu contexto“, conclui.
