Com a promessa de gerar inicialmente 3 mil empregos diretos assim que concluído, o Polo Industrial de Maranguape se encontra, atualmente, em fase de licitação da infraestrutura para a construção do complexo. As obras terão início ainda no segundo semestre deste ano, entre agosto e setembro, segundo o prefeito do município, Átila Câmara (SD), em entrevista ao OPINIÃO CE.
“Estamos na fase de licitação para a obra de infraestrutura. A ideia é a construção iniciada a partir de agosto ou setembro do próximo ano e implantação de empresas a partir de 2024. Trazer essas empresas pode gerar, de início, 3 mil empregos diretos, além da formação de uma nova cultura de trabalho, principalmente para os jovens. Vai ser realmente um divisor de águas para o desenvolvimento do município“, afirmou o prefeito de Maranguape.
Batizado de Maranguape Industrial Park, o projeto é uma antiga aspiração do município. A gestão municipal investiu mais de R$ 4 milhões para aquisição do terreno onde será erguido o complexo. Encabeçado pelo projeto de Polos Industriais do Centro Industrial do Ceará (CIC) e abraçado pelo Sindicato das Indústrias Químicas do Estado do Ceará (Sindquímica) com o apoio do Sistema FIEC, do Sebrae, a iniciativa tem investimento inicial de R$ 200 milhões, com expectativa de funcionamento pleno em 2028.
POLO INDUSTRIAL
O Polo Industrial de Maranguape conta com uma área de 47 hectares, próxima a CE-065. O empreendimento deverá seguir o modelo do Polo Químico de Guaiúba, encabeçado pelo Sindquímica e gerido pelo Instituto Orbitar, que também cuidará da gestão do Polo de Maranguape. O novo empreendimento trará o mesmo conceito moderno do Polo de Guaiúba, promovendo articulação entre as empresas, divisão de tarefas e compartilhamento de áreas e responsabilidades comuns.
O Complexo já possui três protocolos de intenção assinados com empresas que pretendem se instalar no local. São elas: o Grupo Alyne Cosméticos, com uma segunda unidade para produção de novas linhas de cosméticos; Vonixx e Afins Cosméticos. Há ainda uma lista de empreendimentos que deverão celebrar novos protocolos, como Lavezzi, BIZ, Pinho Pack, Biodis e Duna Papeis, todas do setor químico; quatro empresas do segmento metalmecânico, além de outras interessadas pertencentes ao segmento de confecção.
*Com colaboração de Rodrigo Rodrigues.
