O deputado federal cearense Eduardo Bismarck (PDT) apresentou ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), um requerimento pedindo informações sobre as investigações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre denúncias de manipulação no mercado acionário nacional, que seriam de responsabilidade da empresa varejista Lojas Americanas.
O requerimento entregue pelo parlamentar pede ainda informações sobre os indícios de irregularidades no funcionamento das negociações de ações na bolsa de valores, como o início de alguma investigação por parte da CVM acerca do vídeo falso divulgado nas redes sociais e que afetou dez mil investidores da empresa listados em bolsa.
Eduardo Bismack afirma que “milhares de pessoas podem ter sido afetadas de alguma forma por essa suposta falha contábil, ao ver seus investimentos corroídos de uma hora para outra, fruto desse suposto risco, tornando o caso relevante e de preocupação”. Ainda segundo o parlamentar, “foram afetados desde grandes investidores, fundos compostos por diversas pessoas e empresas, até pequenos investidores com pequenas somas de dinheiro”.
Além disso, o deputado pede a apresentação de algum indício ou prova que as ações foram desvalorizadas após a divulgação do vídeo, beneficiando investidores; a presença junto à PF da CVM para investigação dos fatos e esclarecer quais providências a mesma adotou frente aos fatos divulgados amplamente sobre as Lojas Americanas.
Bloqueio
No último dia 25 de janeiro, o juiz Luiz Alberto Carvalho Alves, da 4ª Vara Empresarial da Capital do Rio de Janeiro, atendeu ao pedido do Grupo Americanas e determinou o arresto e bloqueio dos valores do Grupo Americanas retidos pelo Banco Votorantim, no valor de R$ 200 milhões e pelo Banco Safra, de R$ 95 milhões.
Os dois bancos descumpriram a determinação 4ª Vara Empresarial que, no dia 19 de janeiro, suspendeu todas as execuções financeiras contra o Grupo Americanas, quando foi deferido o processamento de recuperação judicial do grupo.
O juiz entendeu que os valores retidos pelos dois bancos poderiam colocar em risco o processo de recuperação do Grupo Americanas.
Ainda nesse mesmo dia, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro liberou R$ 1,2 bilhão das Lojas Americanas que haviam sido bloqueados a pedido do BTG. O bloqueio havia sido determinado pela Justiça, que concedeu liminar ao BTG antes do deferimento pela 4ª Vara Empresarial do processamento da recuperação judicial do Grupo Americanas e da nomeação do administrador judicial.
