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Greve provoca 5 atrasos de voos no Pinto Martins, em Fortaleza, nesta quinta

Também houve atrasos nesta quarta. Números são da Fraport, fornecidos ao OPINIÃO CE, e se dão em torno da greve dos aeronautas, iniciada na segunda
Foto: Divulgação

O Aeroporto Pinto Martins, localizado em Fortaleza, registrou nesta quinta-feira, 22, cinco voos atrasados, até o início desta tarde. Nesta quarta-feira, 21, o quantitativo somou dois atrasos. Os números são da Fraport, fornecidos ao OPINIÃO CE, e se dão em torno da greve dos aeronautas, iniciada na segunda-feira, 19.

Ainda conforme a administradora aeroportuária, não houve cancelamento de viagens nos dois dias. Os grevistas realizam diariamente atos entre 6 e 8 horas, quando cruzam os braços em protesto por melhores condições de trabalho para a categoria.

Nesta quinta, a paralisação, que ocorre em seis aeroportos brasileiros, entrou em seu quarto dia consecutivo. Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a greve continua enquanto os tripulantes esperam uma proposta das companhias aéreas que atenda suas demandas.

No último fim de semana, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou uma proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da aviação regular, que previa reposição de 100% da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais aumento real de 0,5%. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) aceitou a proposta, mas o SNA, que pede aumento real de 5%, a rejeitou, optando pela greve.

Os tripulantes apontam que o movimento ocorre “tendo em vista os altos preços das passagens aéreas que têm gerado crescentes lucros para as empresas”. Por determinação do TST, a greve pode atingir somente 10% dos funcionários das empresas. O sindicato afirma que a determinação está sendo cumprida e o movimento ocorre dentro da legalidade.

Em nota divulgada na última terça-feira, 20, o SNEA afirma que o preço das passagens aéreas foi fortemente impactado por conta da pandemia e que houve aumento dos custos para as companhias – as quais, segundo o sindicato patronal, acumulam prejuízo.

“O SNEA enfatiza que as empresas aéreas têm colaborado com a negociação e buscado soluções para garantir o pleno atendimento de todos os seus clientes, especialmente neste período de alta temporada”, conclui a nota. (Com Agências)