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Desemprego no Brasil cai para 8,3% em outubro, afirma IBGE

Dados são os mais atuais da instituição e se relacionam a outubro. Considerando apenas os trimestres terminados no mesmo mês, trata-se da menor taxa desde 2014
Foto: Beatriz Boblitz

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta última quarta-feira, 30, os dados da taxa de desemprego no Brasil, que caiu 8,3% em outubro. Considerando apenas os trimestres terminados no mesmo mês, trata-se da menor taxa desde 2014.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No Ceará, foram gerados 5.005 empregos com carteira assinada em outubro deste ano, segundo os últimos números registrados na plataforma do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência (MTP).

O desempenho cearense ficou longe do registrado no mês imediatamente anterior, quando foram geradas 12 mil vagas. Também houve queda de 35% em relação aos 6,7 mil postos de trabalho gerados em outubro do ano passado.

Ainda assim, o Ceará tem o terceiro maior saldo de empregos do Nordeste. Está atrás de Pernambuco, com 8,1 mil vagas, e da Bahia, com 6,7 mil vagas criadas no mês anterior. No Ceará, o nível de emprego formal variou positivamente (0,40%) e atingiu o total de 1.259.293 empregos com carteira assinada, em outubro, após a geração de 67.588 postos de trabalho, em 2022.

Em termos territoriais, o resultado foi puxado principalmente pela Capital, Fortaleza (2.612), seguida dos municípios de Maracanaú (342), Eusébio (235), Juazeiro do Norte (189) e Granja (115). De acordo com o levantamento do Caged, em outubro, foram 44.162 admissões e 39.157 demissões. O setor de serviços é o que está impulsionando a geração de empregos no Estado, com 2,6 mil novas vagas criadas em outubro. Em seguida, aparece o setor do Comércio (1.056 vagas), Construção (688 vagas), Indústria (339 vagas) e Agropecuária (242 vagas).

NACIONALMENTE

De acordo com o instituto, o Brasil chegou ao final de outubro com cerca de 9 milhões de desempregados, o que corresponde ao menor contingente já registrado desde julho de 2015.Já a população ocupada no mercado de trabalho foi estimada em 99,7 milhões de pessoas, novo recorde da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Ainda segundo o IBGE, na comparação com igual trimestre do ano passado, a taxa de desemprego recuou 3,8 pontos percentuais (p.p.), enquanto o número de desempregados foi reduzido em 3,9 milhões de pessoas, o que corresponde a uma queda de 30,1%.

O nível da ocupação – ou seja, o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – chegou a 57,4%, 2,8 p.p. acima do registrado em outubro do ano passado. Já a taxa composta de subutilização caiu para 19,5%, 6,7 p.p. abaixo da registrada no mesmo trimestre do ano passado. A população subutilizada somou 22,7 milhões de pessoas, 7,2 milhões a menos que em outubro de 2021, o que corresponde a uma queda de 24,2% no período.

De acordo com o IBGE, o número de empregados com carteira de trabalho assinada manteve trajetória de crescimento. Todavia, o maior aumento da ocupação se deu entre trabalhadores sem carteira assinada, cujo contingente atingiu recorde histórico.

Na comparação com o trimestre terminado em outubro do ano passado, o total de trabalhadores com carteira assinada (nos setores privado e público, incluindo os trabalhadores domésticos) passou de 36,4 milhões para 39,4 milhões, um aumento de 8,3%, o que corresponde a 3 milhões de pessoas a mais empregadas formalmente.

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