Entre os anos de 2011 e 2020, o investimento no Réveillon de Fortaleza variou entre R$ 2 milhões e R$ 5,3 milhões, com público estimado passando de um milhão de pessoas em todos o intervalo. O Réveillon de 2011 foi o que recebeu maior público, um total de 1,5 milhão de pessoas.
A estimativa para o ano de 2022 é também acima de 1 milhão de pessoas. A Prefeitura foi procurada sobre previsão de custo e de público, mas não respondeu ao contato até o fechamento desta edição.
Nesta terça-feira, 22, serão apresentados ao trade turístico os detalhes da festa da passagem deste ano para 2023. O evento acontecerá às 18 horas, no Estoril, e irá divulgar as atrações confirmadas e como será a estrutura do que promete ser o maior Réveillon do Norte e Nordeste, com dois dias de realização.
A última festa de ano novo realizada foi na passagem de 2019 para 2020. Devido à pandemia, nos últimos dois anos, não aconteceu a festa organizada pela Prefeitura de Fortaleza. O último evento recebeu 1,2 milhão de pessoas e contou com um investimento de R$ 4,9 milhões, divididos entre R$ 3,7 milhões para as 12 atrações que se apresentaram, e mais 1,2 milhão para o espetáculo piromusical que sincronizou luzes e músicas em 12 minutos de queima de fogos.
O valor foi dividido entre a Prefeitura Municipal, o Governo do Estado do Ceará, que garantiu um incentivo financeiro de quase R$ 1 milhão, e uma cervejaria que patrocinou com o valor de R$ 1,5 milhão. Artistas como Simone e Simaria, Jorge Ben Jor, Matheus e Kauan, Fagner e o DJ Alok se apresentaram no evento.
Segundo o Observatório do Turismo, em um levantamento prévio divulgado no início de 2020, pela Secretaria do Turismo de Fortaleza (Setfor), o evento se consolidou como o segundo maior do Brasil, no que diz respeito aos impactos econômicos do período, a capital cearense recebeu 650 mil turistas e gerou o valor de R$ 1,8 bilhão para os cofres públicos, ultrapassando em 200 milhões de reais a estimativa da gestão municipal.
Fortaleza ficou atrás apenas do Rio de Janeiro, que teve R$ 3 bilhões de impacto econômico, mas ficou à frente de São Paulo, que registrou R$ 600 milhões, e Salvador, que conseguiu R$ 407,2 milhões.
MOVIMENTAR A ECONOMIA
Os números mostram que grandes eventos como o Réveillon contribuem com a economia e geração de renda em todo o país. O ano de 2019 foi muito positivo no turismo brasileiro, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), as regiões Norte, Sul, Nordeste e Sudeste do país tiveram grande interesse de turistas que geraram números positivos da ocupação hoteleira.
Segundo a Setfor, a taxa de ocupação hoteleira na capital alencarina foi de 96%. Na passagem de 2018 para 2019, foi onde aconteceu o maior investimento, em Fortaleza, neste período, um total de R$ 5,3 milhões, trazendo atrações como Xand Avião, Alcione, Marília Mendonça, Léo Santana, Waldonys, entre outros.
O evento recebeu 1,2 milhão de pessoas naquele ano e contou com um show pirotécnico que durou 17 minutos. O cantor Xand Avião foi o responsável por fazer a contagem regressiva para 2019.
No ano em que recebeu o maior público neste período, 1,5 milhão de pessoas em 2011, o Réveillon teve atrações como Titãs e Fagner antes da meia-noite, e Ivete Sangalo logo após a virada do ano. A queima de fogos durou cerca de 15 minutos na Praia de Iracema e o investimento total foi de R$ 4,7 milhões.
